Tags: Obrigações | Ações |

Procurar bons retornos com baixa volatilidade


Inês Oliveira da Wealth Management Unit do Millennium BCP escolhe o produto Henderson Horizon Pan European Alpha, em mais um desafio Funds People na rubrica "Um fundo porque sim".

Porquê este fundo?

O fundo Henderson Horizon Pan European Alpha procura obter retornos idênticos aos do mercado acionista europeu, mas com uma volatilidade significativamente inferior à registada pelo mesmo. Para este efeito, os gestores concentram a sua análise nas ações europeias de média e grande capitalização, assumindo posições longas naquelas que consideram ter um potencial de valorização de pelo menos 20% num horizonte de 6 meses, e posições curtas naquelas que consideram ter um potencial de desvalorização superior a 20% no mesmo período. Também poderão investir em prazos mais curtos, mas estas posições têm um menor peso na carteira. A dimensão das posições individuais é decisivamente influenciada pela liquidez de cada título. O fundo investe entre 50 a 80 nomes.

Para além desta componente “Bottom Up”, existe também um overlay “Top Down”. As ações em carteira são classificadas em três livros diferentes: Defensivas, Cíclicas e Financeiras. A alocação a cada um é determinada pela visão macroeconómica dos gestores. Em condições normais de mercado, existirá uma maior alocação a defensivas, por tenderem a registar menor volatilidade. As posições curtas podem incluir ações individuais ou índices de mercado; as primeiras são maioritariamente utilizadas num mercado em queda, enquanto os segundos são sobretudo utilizados num mercado em alta, para ajustar a exposição líquida do fundo. Uma característica essencial do processo de gestão de risco é um limite “Stop Loss” de 20% para cada posição, face à cotação máxima do título desde que foi comprado pelo fundo. A exposição bruta situa-se habitualmente entre 50% e 150%, sendo a exposição líquida ao mercado de 30%, em média.   

O fundo, que tinha cerca de 1.2 mil milhões de euros de ativos no final de Agosto de 2014, é gerido desde Janeiro de 2013 por Léopold Arminjon e John Bennett, pari passu com o fundo AlphaGen Tucana, que está a seu cargo desde Novembro de 2010. Desde então, e até ao final de Setembro de 2014, este último obteve um retorno anualizado de 9.5%, capturando 93% do upside do índice MSCI Europe, mas registando apenas 36% da sua volatilidade. A maior desvalorização do fundo foi de -3.7%, cinco vezes inferior à do índice, e o período de recuperação foi de 8 meses, contra 20 meses do benchmark. Face ao seu peer group, o fundo ocupa uma posição de 1º quartil no último ano e nos últimos 3 anos, bem como no mandato completo dos atuais gestores.  

Achamos que este fundo faz sentido numa carteira diversificada porque permite aos investidores retornos muito próximos do investimento em ações europeias com bastante menos volatilidade do que os fundos “long-only”. Temos assistido nas últimas semanas a um aumento da volatilidade nos mercados acionistas e achamos que há o risco de que esta esteja para ficar durante mais algum tempo. Neste cenário, diversificar parte da alocação a ações europeias através deste fundo, pode fazer todo o sentido. Além disso, o formato UCITS com liquidez diária, é também uma característica muito importante deste fundo, permitindo a rápida entrada e saída.

 

Empresas

Outras notícias relacionadas


O Mais Lido

Próximos eventos