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Primeiras reações dos profissionais de investimento ao novo 'default' da Argentina


O dia temido chegou. A agencia de rating Standard & Poor’s declarou no final da semana passada o estado de incumprimento da Argentina depois do país ter suspendido os pagamentos ao esgotar, sem chegar a nenhum acordo, o prazo de um mês imposto pelo juiz Thomas Griesa para renegociar o pagamento de uma divida de 1.500 milhões de dólares a vários "fundos abutre". O segundo incumprimento do país em 12 anos fez tocar todos os alarmes nos mercados que vivem um "verão quente" com as tensões  geopolíticas entre a Ucrânia, Rússia e no Médio Oriente além das práticas empresariais fraudulentas como as do Gowex ou do Banco Espírito Santo no qual foi confirmada este domingo a intervenção por parte do Estado Português. (Fazer link)

Dentro do prejuízo causado, os gestores não esperam uma catástrofe de iguais dimensões às do corralito de 2002. Assim pensa Steve Ellis, gestor do fundo FF Emerging Market Debt Fund: “Esperamos que o contágio a otros mercados seja muito limitado. Trata-se de um default selectivo e representa um caso legal muito técnico”. O gestor da Fidelity Worldwide Investment acrescenta que a “Argentina passou anos isolada dos mercados internacionais, pelo que não esperamos que este incumprimento distorça nenhum fluxo global de capital”. Contudo, Ellis diz ser expectável o risco de um default a mais largo prazo e que teria um impacto negativo na economia argentina. “Chegados a esse ponto, será certo que o mercado desconte um atraso no reembolso da divida a todos os credores das suas obrigações”, conclui o especialista.

Os avisos prévios... 

Já, em janeiro deste ano, James Barrineau, co-responsavel de divida emergente da Schroders, alertou para a difícil situação económica que estava a atravessar o país presidido por Cristina Fernández de Kirchner, avisando que as obrigações argentinas denominadas em dólares tinham disparado pelo facto dos investidores acreditarem que o interminável processo judicial da quebra anterior verificado no pais lhes permitiria a obtenção de cupões atrativos com pouco risco. A mensagem de Barrienau há seis meses atrás foi clara e contundente: “Qualquer argentino que se lembre do que aconteceu durante a quebra de 2001 e a desvalorização deveria concentrar-se unicamente na conversão dos seus ativos em dólares”. Precisamente, sexta-feira passada a evolução cambial colocava já o dólar a valer 13 pesos.

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