“Portugal tem de aumentar a sua competitividade”


Subordinado ao tema "Europa 2.0: Rumo a uma nova realidade", a J.P. Morgan Asset Management esteve em Portugal a apresentar o seu seminário. Entre os oradores esteve Karsten Stroh, client portfolio manager da equipa de ações europeias.

O caminho da Europa

Para o client portfolio manager a política que está a ser seguida por Mario Draghi vai ajudar os mercados financeiros europeus. “Temos de identificar os pontos principais da crise europeia. Os mercados perceberam que a Europa vai manter-se unida, com o discurso de Draghi. Comparando o Banco Central Europeu com outros bancos centrais (FED ou BoJ), o BCE tem de se consolidar com todos os países e foi isso que Draghi tem afirmado nos seus últimos discursos”, afirmou Karsten Stroh.

Já sobre o futuro da região o especialista afirma que o “futuro da europa começou quatro anos. Atravessamos um período muito conturbado. E até a própria Alemanha precisa de reformas para se manter competitiva. Países como Portugal, Espanha, Grécia têm de aumentar muito a sua competitividade para se conseguirem manter no caminho certo da economia europeia".

Apesar do mais difícil estar feito, ainda vamos ter de esperar três, quatro ou cinco anos para que tudo se recomponha. Não podemos esquecer que já não existem escudos ou pesetas para desvalorizar, o que pode ser uma situação boa já que assim toda a consolidação terá de envolver a Zona Euro no seu conjunto”.

“Pensamos em retornos económicos”

Karsten Stroh falou, também, sobre o fundo JPM - Europe Equity Plus Fund que aposta nos valores com maior potencial de revalorização, e ao mesmo tempo aproveita as oportunidades constituídas pelos valores menos atrativos através de posições curtas. Sobre a sua gestão, o client portfolio manager afirma de forma peremptória que “pensamos em retornos económicos. Gosto de pensar que o fundo tem de dar sempre maiores retornos do que o seu benchmark. Gostamos ainda de “jogar” com o overweight e underweight das ações no índice e no nosso fundo”.

Sobre os sectores preferidos, o especialista indica que “além dos sectores, olhamos com maior importância para as características da empresa. Sejam value ou growth, as empresas têm de ser diferenciadoras no mercado, com bons balanços e com bons fundamentais.” Já sobre o beta, Karsten afirma que “é apenas usado para controlar o risco da carteira, até porque os betas dos nossos fundos estão perto de 1”.

O JPM – Europe Equity Plus Fund tem um rating de cinco estrelas para Morningstar e é o único fundo do universo europeu que está, de forma consecutiva, nos últimos cinco anos no primeiro decil. Apresenta uma rendibilidade total nesse período de 160% e tem mais de mil milhões de euros sob gestão.

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