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Portugal: recuperação prossegue no início de 2015


É sabido que no último trimestre do ano passado a economia portuguesa registou um crescimento de 0,5% t/t, que foi acima do esperado. Como recorda o BBVA Research, no Observatório Económico de Portugal referente a março, esse incremento ficou a dever-se ao “desempenho da procura externa líquida, devido ao crescimento das exportações, enquanto que as importações aumentaram a um ritmo mais moderado, contrariamente ao que aconteceu no trimestre anterior, que esteve baseado mais na procura interna”.

Relatam que segundo os indicadores disponíveis, nos últimos meses as exportações que mais estão a crescer “dirigem-se sobretudo a países fora da Europa”. Fazendo uso do modelo MICA-BBVA, a entidade prevê que a recuperação continue a um ritmo similar ao do último trimestre, com um crescimento de 0,4%/0,5% t/t.

Início do ano: recuperação da procura interna

Segundo o documento de análise económica elaborado pelo BBVA, no primeiro trimestre de 2015 o indicador de sentimento económico da Comissão Europeia (ESI) tem-se “moderado ligeiramente”, mas mantém-se nos níveis prévios à crise. Os sub-indicadores, dizem, indiciam por seu lado que voltou a baixar a “confiança no sector dos serviços, recuperando na indústria e continuando a progredir a confiança das famílias.”

Precisamente a confiança das famílias teve reflexo no aumento das vendas retalhistas de janeiro, depois de ter diminuído no quarto trimestre de 2014. Frisam ainda que depois do forte crescimento registado desde o passado mês de outubro, se denota uma notável diminuição das exportações de bens, que era confirmada pela moderação das encomendas da indústria transformadora desde o exterior.

Rápida redução do desemprego

Relativamente ao mercado de trabalho nacional são demonstradas também algumas conclusões. Sublinham uma rápida redução do desemprego (-1,7 pp nos últimos doze meses), “devido principalmente à criação de emprego (cinco trimestres consecutivos)”, embora a um ritmo inferior ao do último trimestre de 2014.

Défice de 2014: menor do que o esperado

O BBVA Research dá ainda conta de que o ajuste fiscal em 2014 foi maior do que o esperado. O défice estimado foi à volta dos 3,8% do PIB (excluindo medidas temporárias), indicam, referindo que ficou abaixo do objetivo dos 4%. “Este bom desempenho deveu-se sobretudo à redução das despesas fiscais (-1,4%), perante uma previsão de um aumento de 0,9%,devido a uma melhoria cíclica superior ao esperado (melhoria da procura interna e evolução positiva do desemprego)”, escrevem.

Sobre a primeira leitura de execução orçamental para 2015 falam de uma “redução das receitas em janeiro de 2014, devido principalmente a uma menor receita fiscal, enquanto que as despesas se mantêm praticamente estáveis”. 

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