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“Portugal entre dois fogos: desafios internos e externos”


O BBVA Research - serviço de estudos do BBVA - acaba de apresentar mais uma reflexão sobre a economia global, que também se debruça acerca da evolução do  nosso país e da União Europeia.

Precisamente em relação a Portugal, que referem estar entre dois fogos (os desafios internos e os obstáculos externos), denotam tensões financeiras mínimas, tal como em Espanha. Em termos das quotas das exportações, o documento da entidade salienta que Portugal não teve nenhuma variação em termos de exportações, sendo estas indicadas como o principal motor do desenvolvimento económico após a crise.

Risco nacional: saldo da conta corrente

Na esfera dos riscos internos, apontam a deterioração do saldo da conta corrente em Portugal. Embora tenha havido um grande progresso na melhoria da competitividade e das exportações, entendem que o aumento da criação de emprego trouxe consigo uma deterioração do saldo da conta corrente, que a médio longo prazo deve ser evitada.

Ainda que 2014 tenha estado dentro das metas ao nível da consolidação orçamental, referem que para o novo ano há que continuar a manter o foco na recuperação. No relatório do BBVA Research dizem que a principal força de consolidação para 2015 é a componente cíclica. Lembram igualmente que tanto o FMI, como a Comissão Europeia, preveem um aumento do défice orçamental no novo ano, refletindo um pouco a baixa das projeções e das receitas.

Atenção aos níveis da dívida

Como ponto a monitorizar, falam dos elevados montantes, tanto de dívida pública como privada em Portugal, o que torna o mercado nacional vulnerável a mudanças bruscas nos mercados. Especificamente a dívida empresarial é apontada como um entrave ao investimento.

Pontos chave a ter em mente em 2015

Reduzir a dívida, melhorar a capacidade de empréstimo da economia e atrair investimento estrangeiro direto, são resumidos como os pontos principais que Portugal deve ter em mente para enfrentar o novo ano.  Do BBVA Research vão mais longe e indicam a reforma da administração pública e dos sistemas de pensões, como um ponto importante para garantir as metas fiscais e reduzir os rácios da dívida pública. Uma maior liberalização das indústrias de rede, dos serviços e do sistema judiciário são outros temas chave referidos de forma a consolidar os ganhos competitivos.  Não esquecem também a importância da conclusão da reforma do mercado de trabalho através de novas reformas na negociação salarial.

Europa: inflação continua a ser um risco

A nível europeu assinalam uma “bateria” de situações que marcam o panorama europeu, tais como os baixos preços do petróleo, a maior probabilidade do QE ou a depreciação do euro. Para o curto prazo permanecem algumas dúvidas, com a inflação a aparecer, segundo a entidade, como uma componente de risco.

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