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Portugal emite mais 1.500 milhões de euros


A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) voltou a ir ao mercado, na manhã desta quarta-feira, e emitiu 1.500 milhões de euros em duas emissões de curto prazo: uma com um prazo de maturidade de um ano e outra a seis meses, com ambas a serem emitidas com taxas de juro negativas.

No prazo mais alargado foram emitidos 1.100 milhões de euros a uma taxa de -0,006%, sendo o valor mais baixo de sempre para o prazo indicado e a estreia nas taxas negativas para este prazo de maturidade. A procura foi superior à oferta em 2,18 vezes.

Já na emissão a seis meses foram colocados 400 milhões de euros a uma taxa de -0,018%. A procura foi superior à oferta em 2,72 vezes. Também aqui foi registado o valor mais baixo de sempre, já que no leilão de setembro passado, a taxa tinha sido de -0,006%.

Para Filipe Silva, diretor da Gestão de Ativos do Banco Carregosa, “nestes leilões Portugal atingiu níveis record para a sua dívida. As taxas são as mais baixas de sempre, o que é uma excelente notícia para a descida do custo médio do endividamento do país. Mais uma vez a instabilidade política em torno da criação do próximo Governo não teve qualquer impacto. Estas taxas, mas também as do longo prazo, estão em linha com a evolução da curva da dívida soberana europeia. As taxas na Alemanha também desceram. Na dívida a 10 anos, nossa diferença face às taxas alemãs é de 2% (200 basis points): Portugal está a pagar 2,51% pela dívida a 10 anos e a Alemanha tem uma taxa negativa em redor do meio por cento. Neste leilão o montante inicial que o Estado previa recolher do mercado era de até 1250 ME e colocou 1500 milhões de euros, um pouco acima. A procura demonstra que o interesse dos investidores se mantém e aliás, este leilão demorou pouquíssimos minutos. Acredito até que já estivesse tudo colocado”.

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