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Portugal é dos países europeus com maior exposição a obrigações nas carteiras


Portugal está no 'top 3' da Europa no que diz respeito ao tipo de clientes que são investidores institucionais, ficando apenas atrás do Reino Unido e da França. Em 2011, 75% dos activos sob gestão pertenciam a investidores institucionais, e apenas 21% a clientes do retalho. Dados que a EFAMA diz reflectirem, no caso de Portugal “a capacidade para atrair mandatos institucionais de seguradoras”.

Na gestão discricionária para investidores institucionais, Portugal em 2011 seguia a mesma tendência do resto dos países europeus e tinha 73% destes activos investidos por investidores institucionais.

No que diz respeito aos investidores institucionais, em 2011, a distribuição de activos em Portugal estava feita da seguinte forma: 19% dos activos em fundos de pensões, 56% em seguradoras e 22% na categoria outros (entre os investidores institucionais).

No relatório da EFAMA, Portugal aparece assim na lista dos países com mais activos sob gestão do segmento institucional. Por exemplo nos fundos de pensões em 2011, o nosso país aparecia em sexto lugar em relação aos outros países, com 19% de activos sob gestão em fundos de pensões na Europa. Já quando o tipo de investidor são as seguradoras, Portugal aparece com 56%, ficando apenas atrás da França e da Itália.

 

Alocação de activos

Em relação à alocação de activos, o relatório demostra que Portugal distribuia os seus activos da seguinte forma: 57% em obrigações, 16% em mercados monetários, 19% noutro tipo de activos e apenas 8% em acções.

A distribuição de activos em acções tem dimuido bastante na maioria dos países europeus e Portugal não é excepção: de 2007 para 2011 passou de 15% do capital distribuido em acções para 8%, sendo um dos países europeus com menos investimento neste tipo de activo.

A tendência contrária, também se verifica: Portugal aparece no top dos países que mais tem activos alocados em obrigações e aparece mesmo em segundo lugar atrás da Hungria. Em 2011, o nosso país tinha 73% dos activos investidos em obrigações.

No que diz respeito à alocação de activos de Fundos de investimento, Portugal tinha 20% de fundos de acções, 26% de fundos de obrigações, e a maior parcela, de 48%, ficava reservada para outro tipo de fundos.

Na gestão discricionária, um cenário diferente. Segundo o relatório, Portugal tinha a maior parcela em obrigações (69%) e apenas 7% em acções.

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