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Portugal continua acima da média europeia na percentagem de mandatos de gestão discricionária


O ano de 2012 foi de crescimento tanto para os ativos sob gestão dos fundos de investimento, como para o universo dos mandatos de gestão discricionária na Europa. A conclusão é demonstrada pelo último relatório anual sobre a gestão de ativos europeia, revelado pela EFAMA. Se em 2011 os fundos de investimento na Europa tinham 6.587 mil milhões de euros em ativos sob gestão, e as carteiras de gestão discricionária 7,275 mil milhões de euros, um ano depois ambos os valores avançaram, com os fundos a somarem 7,415 mil milhões de euros de ativos, e a gestão discricionária a ascender aos 8,021 mil milhões de euros de património.

73% de ativos alocados à gestão discricionária

Portugal, a par da Holanda, Itália e Reino Unido, continua a estar no topo da lista dos países com maior percentagem de ativos alocados a mandatos de gestão discricionária. Na segunda posição, precisamente atrás da Holanda, o nosso país tinha no final de 2012, 73% dos ativos sob gestão sob a alçada dos mandatos de gestão discricionária, enquanto apenas 27% dos ativos geridos pertenciam aos fundos de investimento. Cabe ainda realçar que ambas as percentagens não se alteraram de 2011 para 2012. 

A justificação da Associação Europeia de Fundos e Gestão de Ativos Europeia para esta distribuição continua a ser a mesma de 2011: “A grande proporção de mandatos de gestão discricionária em Portugal deve-se ao facto de muitos grupos financeiros operarem como sociedades gestoras de ativos, o que faz com que a gestão de ativos do grupo seja feita via mandatos de gestão discricionária”, pode ler-se.

A promessa de “salvação” do euro

O ano de 2012 ficou marcado pela célebre frase de Mario Draghi, que em julho desse ano prometia fazer o que estivesse ao seu alcance para salvar o euro. No seu documento, a EFAMA relaciona esse momento com o incremento de 13% dos ativos sob gestão dos fundos de investimento na Europa. Para a Associação, a mensagem do líder do BCE foi essencial para “acalmar os medos dos investidores face ao desmoronar da união bancária”.

Portugal a “fugir à regra”

Ao contrário da restante tendência europeia, os ativos sob gestão dos fundos de investimento nacionais caíram 4%, de 2011 para 2012. O mesmo aconteceu também com os AuM (Assets under Management) dos mandatos discricionários, que abrandaram 6% de um ano para o outro. Contas feitas, no final de 2012 os ativos geridos nos fundos nacionais perfaziam 18 mil milhões de euros, enquanto 48 mil milhões de euros pertenciam aos mandatos de gestão discricionária. 

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