Perspectivas para 2016: o regresso da J.P. Morgan AM a Lisboa


Como já é habitual no início de cada ano, a J.P. Morgan AM voltou a Lisboa para apresentar aos investidores as suas perspectivas para o novo ano. Manuel Arroyo, diretor de estratégia da J.P. Morgan AM para Portugal e Espanha, foi o primeiro a abrir as hostes, com uma apresentação que focou, essencialmente, numa perspetiva global de mercado. “O mercado está a dizer-nos que vai existir uma recessão global. Mas nós não acreditamos nisso”, começou por referir o profissional. Colocar as coisas em perspectiva é para Manuel Arroyo de enorme importância neste contexto. Otimista, reiterou ainda que acredita que “a economia irá crescer”.

Embora considere que toda esta volatilidade gerou oportunidades, mas no que toca aos mercados emergentes “cautela” continua a ser uma palavra de ordem. Entende que entrar neste tipo de mercados é ainda uma decisão precipitada, “muito embora os riscos do sector da energia possam, aparentemente, ser interessantes”.  Reiterou ainda que os investidores devem manter os olhos “bem abertos” para questões cambiais, a turbulência nos mercados de obrigações com as ações da Fed, e ainda no que toca à maior deflação vinda da China.

A uma perspectiva global seguiu-se o tema do mercado de obrigações. Iain Stealey, responsável de estratégias de obrigações flexíveis na entidade, que relacionando as expectativas do mercado e da Reserva Federal, salientou que o facto das yields a 10 anos não mostrarem valorizações significativas evidencia que o mercado não espera que as projeções do banco central norte-americano se realizem. Prosseguindo na apresentação, apontou as cinco oportunidades que no segmento das obrigações representam oportunidades no momento. As eleitas foram, neste sentido, as obrigações governamentais de países periféricos, obrigações high yield europeias, a dívida de bancos europeus, a high yield norte-americana e ainda as obrigações corporativas de longo prazo. Sobre o fundo da casa que se insere neste segmento – o JP Morgan Funds – Global Bond Opportunities Fund – deu conta de um produto com poucas restrições, “agnóstico em termos de país e seleção de sectores”, com uma alocação flexível e dinâmica e gerido com base “num research fundamental, quantitativo e técnico conduzido por uma equipa global de especialistas de sector”.

De volta a Lisboa esteve também Olivia Mayell, responsável pela equipa de especialistas de produto Multi-Asset Solutions, que mais uma vez focou as suas palavras no fundo Global Macro Opportunities. Focando nos problemas macro que preocupam o mercado neste momento, destacou uma conjuntura de recuperação económica em várias geografias, mas num ambiente de baixa inflação acompanhada por um crescimento moderado da economia. Outros temas macroeconómicos que dirigem as estratégias dos fundos multi-ativos e, especificamente do fundo apresentado, passam pela transição da China para uma economia cada vez mais de consumo, pelo rebalanceamento da economia de outros países emergentes e, principalmente, pela divergência global a nível de política monetária.

A fechar a apresentação, Paul Shutes, especialista de produto de ações europeias, deixou as suas perspetivas sobre a Europa, e sobre o Europe Dynamic Fund, um fundo pan-europeu com poucas restrições na sua estratégia. Segundo ele, “os dados macroeconómicos na Europa continuam a ser incrivelmente favoráveis, mas é importante perceber que as áreas de onde antes vinha o crescimento, são provavelmente distintas das atuais” , começou por dizer. Na sua opinião “a economia doméstica é o key driver do crescimento económico”, dando como exemplo as estatísticas relativas aos registos de automóveis que continuam a mostrar um crescimento significativo. Acrescentou que a liquidez continua elevada e o crédito “muito barato e fácil de aceder”. “Verificamos um elevado número de factores positivos que continuam a dirigir os fundamentais da economia europeia e deveremos ver essa dinâmica a materializar-se através dos mercados”, resumiu Paul Shutes alertando também que “a realidade é: vamos ver também mais volatilidade”.

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