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Participantes decidem prorrogar o fundo por mais dois anos


Foi no dia 15 de outubro que os participantes decidiram o futuro próximo do fundo de retorno absoluto que foi criado há três anos pelo Banco Privado Português (BPP) e que está atualmente nas mãos da Banif Gestão de Activos.

A opção por prorrogar foi clara, com 60% dos votantes a preferir continuar com o fundo em funcionamento em vez de o liquidar.

Mudança no modelo de alienação de ativos

Segundo a convocatória da Assembleia de participantes, há uma mudança no modelo de alienação de ativos.

Para que o potencial de retorno ou perfil de risco do Fundo não seja alterado substancialmente no seguimento de alienações de ativos, que se revelem necessárias para fazer face aos referidos resgates”, estas alienações deverão respeitar alguns critérios: “Num primeiro nível, os segmentos de dívida emitida por instituições financeiras, de crédito estruturado (ou dívida colaterizada por activos), de ações e de fundos deverão manter, dentro das possibilidades, as mesmas ponderações no Fundo que registavam inicialmente;

Num segundo nível, nos segmentos de dívida definidos anteriormente, dever-se-á promover que os 3 portfólios de títulos cujos preços se situam abaixo de 50%, entre 50% e 8’% e acima de 80% mantenham, dentro das possibilidades, ponderações símilares às iniciais”, como se pode ler na convocatória para a Assembleia de participantes.

De referir ainda que quem votou contra a prorrogação da duração do fundo têm o direito de solicitar o resgate das suas unidades de participação.

O produto

O fundo de gestão passiva é um fundo especial de investimento fechado que inicio a sua atividade no primeiro trimestre de 2010. O fundo tem uma boa performance, com uma rendibilidade acumulada de 43,06% no fim do mês de agosto, sendo que se transforma em 11,34% em termos anuais. O seu risco é moderado (grau 3 com o risco a situar-se nos 6,09% anualizados) e com uma distribuição de rendimentos de 239 milhões de euros.

No final de agosto, o VLGF atingia os 524,6 milhões de euros, sendo que a grande maioria estava em dívida financeira (302,3 milhões). Também o crédito estruturado detém uma parte importante, com 209,6 milhões de euros.

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