Panorama dos ratings da Moody’s atribuídos à banca nacional


A agência de rating Moody’s mudou recentemente as classificações de risco que aplica à dívida e aos depósitos de seis instituições bancárias nacionais. Recorde-se que a agência de notação financeira executou alterações na metodologia de avaliação dos bancos, por causa da entrada em vigor da nova legislação relativa à aplicação de medidas de resolução de instituições financeiras.

Apresentamos-lhe em seguida um resumo das principais alterações executadas nos bancos nacionais:

Caixa Geral de Depósitos

A agência Moody’s cortou os ratings tanto da dívida sénior do banco, como dos depósitos da instituição, em um nível, de Ba3 para B1. Da entidade salientam que embora a CGD seja detida pelo Estado, “a Moody’s reduziu as expetativas sobre a possibilidade de apoio governamental para a CGD, devido às restrições severas impostas pela diretiva relativa à recuperação e resolução bancária (BRRD)”. A agência considera ainda que o banco tem uma perspetiva negativa da dívida de longo prazo.

Santander Totta

No caso do banco de origem espanhola, a Moody’s manteve o rating relativo à dívida sénior no nível Ba1, ao passo que a notação dos depósitos subiu para Baa3.

BCP e BPI

A agência de rating pode dizer-se que manteve a sua “opinião” em relação ao BCP ao BPI. No caso do Banco liderado por Nuno Amado, a Moody’s manteve as notações de B1, enquanto que a instituição a cargo de Fernando Ulrich continua a ter uma classificação de risco avaliada em Ba3. A qualidade dos ativos deste banco é tida como “acima da média” do sistema financeiro. No caso do BCP, consideram que “ainda é fraca” a capacidade de absorção das perdas .

Banif

O Banif foi a entidade nacional com as descidas de classificação mais acentuadas. O rating dos depósitos desceu para Caa2, o que significa que a Moody's olha para os depósitos como sendo de “baixa qualidade” e com “um risco de crédito elevado”.

Montepio

Nesta revisão dos ratings o Montepio recebeu uma qualificação igual à da CGD e do BCP, no que diz respeito aos ratings dos depósitos e ainda da dívida de longo prazo: B1. Na opinião da Moody’s, o aumento de capital que a Associação Mutualista Montepio vai realizar “melhorará a atual fraca capacidade  de absorção de risco” do Montepio. 

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