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Outra forma de analisar a diversificação das carteiras


A diversificação, ou seja, possuir uma ampla gama de instrumentos financeiros de diversas naturezas que permitam reduzir o risco total da carteira é um dos princípios básicos da construção de um grande número de carteiras de investimentos, embora exista quem aposte em carteiras concentradas. Mas “o nível de diversificação não depende tanto do número de investimentos nem da sua tipologia”, avisam os especialistas da Morningstar num recente artigo, onde sublinham a importância de conhecer como se relacionam os componentes de uma carteira, inclusive quando esta é formada por múltiplos fundos. “É importante que os diversos instrumentos não estejam correlacionados entre si, ou que a correlação seja débil, o que na prática significa que as rentabilidades deverão mover-se de forma independente”.

Para facilitar o processo, a Morningstar calculou o coeficiente de correlação a um, três e cinco anos, entre as suas quinze principais categorias. “Um coeficiente igual a 0 indica que não existe correlação entre os dois fundos”, recordam, “enquanto que um coefeciente igual a 1 implica uma correlação positiva perfeita, o que significa que os dois instrumentos se movem a par: se um ganha 10%, o outro também, e vice-versa. Obviamente, no caso da correção perfeita ser negativa (igual a -1), a relação será a inversa: se um ganha 10%, o outro perderá cerca de 10%”.

Do estudo recente realizado pela Morningstar depreende-se que muito poucas categorias mostram uma correlação negativa. Apresentamos abaixo as tabelas com a análise do coeficiente de correlação a um, três e cinco anos.  Nos três casos, o universo dos fundos é europeu, e os dados são mensais até ao final de julho de 2015. A cor verde indica a correlação positiva enquanto que o vermelho dá conta da correlação negativa. 

 

 

Coeficiente de correlação a 1 ano

Coeficiente de correlação a 3 anos

Coeficiente de correlação a 5 anos

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