Os ‘seis magníficos’ da última década


Nos mercados financeiros, quase que se pode afirmar que uma década é “uma vida”, com os últimos dez anos a serem bastante atribulados. Nesse último período de tempo ocorreram diversos acontecimentos nos mercados financeiros que serão relembrados durante muitos anos, como foi o caso da falência da Lehman Brothers, da crise da dívida soberana nos países periféricos que afetou Portugal, tal como o desfecho que é conhecido por todos do Banco Espírito Santo.

Os dados disponibilizados pela Morningstar, através da sua plataforma online, mostram que são quase 100 os produtos que apresentam dados para os dez anos anteriores ao final de novembro. Apesar de todos os acontecimentos que tornaram os mercados financeiros mais voláteis, a rendibilidade média anualizada de todos os produtos com dados para esse período é de 1,38%, com meia dúzia de produtos a conseguir superar a barreira dos 5% em termos de rendibilidade anualizada.

Dos seis produtos com ganhos anualizados superiores a 5%, a liderança vai para o Invest AR PPR. Gerido pela Invest Gestão de Activos, nos últimos dez anos a sua rendibilidade anualizada é de 8,10%. Trata-se de um produto cinco estrelas por parte da Morningstar e gere um património superior a 7 milhões de euros. De acordo com a política de investimento do produto, a carteira será composta “em mais de 50% por obrigações de estados membros da União Europeia emitidas há mais de um ano. As aplicações em ações ou OIAs de acções nacionais ou internacionais serão efectuadas até 40% do seu património”. O investimento em ações será no mínimo 5%, sendo que esta situação poderá ocorrer em “situações de grande volatilidade em que a gestão do OIA entenda adequado o refúgio em valores de risco mais limitado”. No final de outubro os maiores investimentos iam para dívida pública espanhola.

Dois fundos da GNB Gestão de Ativos cinco estrelas

De seguida surgem dois produtos da GNB Gestão de Ativos: o NB Obrigações Europa e ainda o NB PPR. Ambos os fundos são considerados como estando no patamar máximo do ranking quantitativo da Morningstar no último mês.

O primeiro é gerido por Vasco Teles e regista, no período em questão, uma rendibilidade de 7,73%. No final de outubro o seu património ascendia a 27,7 milhões de euros com os obrigações soberanas a representaram mais de 97% da carteira. No relatório publicado pela entidade, referente ao comportamento do fundo em outubro, foram dois os destaques que ajudaram o produto: por um lado a “queda das taxas de juro na Europa” e por outro a “recuperação das perspetivas de inflação no mercado de dívida pública”.

Relativamente ao outro produto da GNB Gestão de Ativos, verificamos que a sua rendibilidade é 6,12%, de forma anualizada nos últimos dez anos. Gerido por David Dias, o fundo no final de outubro geria um património de 14,2 milhões de euros com as obrigações a representarem 82,7% da carteira. Tal como no fundo anterior, foi a “queda das taxas de juro na Europa” e  a “recuperação das perspetivas de inflação no mercado de dívida pública” que ajudou à dinâmica do fundo, juntamente com a “exposição ao mercado acionista”.

Caixagest também está bem representada

Da maior entidade nacional - Caixagest – em termos de ativos sob gestão, surgem dois produtos: o Caixagest Acções Oriente e o Caixagest Acções EUA.

O primeiro regista uma rendibilidade de 5,92% e no final de outubro geria um património de quase 19 milhões de euros. De acordo com a política de investimento, o fundo “tem como objetivo a valorização do seu património a longo prazo através do investimento nos mercados acionistas dos países do sudeste asiático”, pelo que encontramos em carteiras, nos maiores investimentos, cotadas como a Commonwealth Bank of Australia ou a Spotless Group.

Sobre o Caixagest Acções EUA, o produto atinge ganhos anuais no final de novembro na ordem dos 5,26%. No final do mês de outubro o seu património já ultrapassava os cem milhões de euros e registava, como maiores investimentos em carteira, cotadas como a Apple, a Allergan ou a United Health.

Sectorial da Montepio Gestão de Activos fecha a lista

O Montepio Euro Telcos é o produto que fecha o lote dos produtos que superam a barreira dos 5% de rendibilidade na última década. Este fundo é da responsabilidade da Montepio Gestão de Activos e investe nas maiores empresas europeias no sector da telecomunicações, tais como a Deutsche Telekom, a Vodafone, a Orange ou a Telefonica. A sua rendibilidade anualizada nos últimos dez anos é de 5,19% e tem-se destacado ao longo do ano, porque dominou o mercado nacional durante algumas semanas nos últimos doze meses.

Os 'seis magníficos' da última década

Fonte: Morningstar no final de novembro
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