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Os número 1 das gestoras internacionais de fundos


Homem, de meia idade, com grande qualificação (muitos deles possuem mais de um título) e com pelo menos 20 anos de experiência na indústria de fundos de investimento. A maioria ascendeu por promoção interna até alcançar os seus lugares atuais  - alguns são diretamente fundadores ou descendentes de fundadores -  mas nem todos trabalharam sempre na mesma empresa de investimento. Além disso, muitos deles ocupam outros cargos noutras entidades, mais concretamente organizações de beneficência ou universidades. Uns mais mediáticos do que outros, todos são influentes no papel de presidentes de entidades que gerem mil milhões em ativos sob gestão, estando presentes em todos os cantos do mundo. 

A Funds People analisou alguns dos perfis dos número 1, as caras visíveis das gestoras internacionais de fundos de investimento e a pessoa ou a equipa na qual se apoiam diretamente para cumprir as suas funções. Verifique aqui quem são por ordem alfabética. 

Amundi

Yves Perrier 

Cargo: diretor executivo

Formação Académica: licenciado na Escola Superior de Ciências Económicas e Comerciais (ESSEC) de Paris e CPA (contabilista público certificado) 

Anos na indústria de fundos: 27

Outros cargos: presidente da CACEIS, responsável de gestão, valores e serviços de investimento no Crédit Agricole e membro do comité executivo do Crédit Agricole, presidente do Colégio de Investimentos Institucionais do Paris-Europlace. 

Entidades para as quais trabalhou anteriormente: Société Générale, Crédit Lyonnais e Calyon. Entre 1977 e 1987 trabalhou em serviços de auditoria e consultoria.

Principais contribuições: participou no processo de fusão das atividades de gestão do Crédit Agricole e Société Génerale para formar a Amundi, em janeiro de 2010. Hoje a gestora está no top 9 mundial de entidades de gestão, e é a número 1 na Europa. 

Duas pessoas  que complementam a cúpula diretiva da Amundi: para além de Yves Perrier, os diretores adjuntos são Fathi Jerfel e Pascal Blanqué, que se ocupam respetivamente da rede comercial da Amundi e soluções de poupança, e dos investidores institucionais e distribuidores de terceiros. Pascal Blanqué ocupa também o cargo de diretor de investimentos da entidade.  

Imagem: Alexandre Guirkinger

 

BlackRock 

Laurence Fink

Cargo: diretor executivo, presidente e diretor do Comité executivo internacional da entidade. 

Formação académica: MBA especializado no mercado imobiliário, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e licenciado (BA) em Ciências Políticas pela UCLA.  

Anos na indústria de fundos: 38

Outros cargos: Membro do Conselho de administradores da Universidade de Nova Iorque, co-presidente do Comité de administradores do Centro Médico NYU Langone, membro de vários comités do Museu de Arte Moderna (MoMA), membro do Conselho de Relações Internacionais e da Associação de beneficência Robin Hood e co-presidente da organização The Partnership of New York City. 

Entidades para as quais trabalhou anteriormente: First Boston Corporation. 

Principais contribuições: fundou a BlackRock em 1988 e conseguiu que a empresa alcançasse lugar cimeiro ao nível mundial, no volume de ativos, garantindo a máxima inovação aos seus clientes. 

Reconhecimentos: Financial News reconheceu-o como “CEO da década” em 2011 e Barron’s nomeou-o como “Melhor CEO do Mundo” sete anos consecutivos. 

Laurence Fink fundou a Blackrock juntamente com  Rob Kapito, que atualmente é o presidente  e diretor da BlackRock e diretor da iShares. Também é membro do comité executivo internacional da BlackRock e presidente do comité de operações internacionais. Rob Kapito é responsável pela supervisão diária de todas as unidades operativas chave da BlackRock (estratégias de investimento, clientes, gestão estratégia de produtos, tecnologia e operações, análise quantitativa e de risco), tendo dirigido até 2007 a equipa de gestão de carteiras da gestora. 

DeAWM

Michele Faissola 

Cargo: diretor executivo da DeAWM e membro do Comité Executivo do Deutsche Bank

Formação académica: licenciado em Economia pela Universidade Bocconi de Milão

Anos na indústria de fundos: 22

Outros cargos: membro do Conselho da Associação de Mercados Financeiros (GFMA)

Principais contribuições: em 2001, com apenas 31 anos, Fiassola – que já trabalhava há seis anos para o Deutsche Bank – já era responsável de Derivados OTC a nível global e converteu-se em membro do Comité Executivo de mercados globais da empresa. Em 2010, já era responsável pelas áreas de obrigações, derivados OTC, e trading de matérias primas.

A segunda pessoa com maiores responsabilidades dentro da organização é Asoka Wörhmann, diretor de investimentos da DeAWM. Desempenhou cargos distintos desde que se juntou à empresa em 1998. Anteriormente dedicava-se à docência e à investigação na Universidade de Vienna e à Universidade Otto-von-Guericke de Magdeburgo onde se licenciou em Economia. Também tem um título MSC em Economia na Universidade de Bielefeld. 

 

Fidelity Worldwide Investments

Thomas Balk

Cargo: presidente da divisão financeira da Fidelity e presidente do Comité Global de Operações. 

Formação Académica: formado em Administração de Empresas pela Universidade de Regensburg. 

Anos na indústria de fundos: 27

Entidades para quais trabalhou anteriormente: Hypo-Bank e Foreign & Colonial 

 

Franklin Templeton Investments

Greg Johnson

Cargo: diretor executivo, Presidente do Conselho e diretor da Franklin Resources

Formação Académica: licenciado em Administração e Direção de empresas pela Universidade Washington and Lee e CPA (contabilista público certificado).

Anos indústria de fundos: 28 

Outros cargos: presidente da Franklin Templeton Companies e diretor de uma série de empresas subsidiárias, incluindo Fiduciary Trust Company International. Também é administrador, diretor ou conselheiro de uma série de conselhos pertencentes à Franklin Templeton. Presidente do Conselho de Diretores do Instituto de Empresas de Investimento, membro do conselho de Jumpstart, Menlo School e da San Francisco Symphony. 

Principais contribuições: Greg Johnson compõe a terceira geração de um negócio familiar iniciado pelo seu avô, Rupert Johnson Sr, na década de 1940, e que foi mantido pelo seu pai, Charlie Johnson, até à sua saída do cargo em 2005. Desde a sua tomada de posse, Greg Johnson liderou a estratégia de crescimento (tanto por aquisições como organicamente) e a expansão internacional da Franklin Templeton que hoje em dia conta com escritórios em 35 países do mundo e clientes com mais de 150 nacionalidades. 

Entidades para as quais trabalhou anteriormente: Coopers & Lybrand. 

O vicepresidente e diretor da Franklin Resources é Rupert H. Johnson Jr, filho do fundador da empresa e irmão mais novo Charlie Johnson. Começou a trabalhar na gestora em 1965 desempenhando funções distintas. Atualmente também é diretor da Franklin Advisers, vicepresidente sénior da Franklin Advisory Services, presidente e diretor de vários fundos da Franklin Templeton e gestor da Franklin DynaTech Fund. 

Natixis Global AM

John Hailer

Cargo: presidente e diretor executivo da Natixis Global AM para as Américas e Ásia

Formação Académica: licenciado pela Beloit College

Anos na indústria de fundos: 28

Outros cargos: presidente do Comité de Diretores da Associação de solidariedade infantil Home for Little Wanderers.

Entidades para as quais trabalhou anteriormente: Fidelity Investments Institutional Services Company, Putnam Investments.

Principais contribuições: John Hailer é o responsável direto pela construção da estratégia global que é atualmente seguida pela Natixis Global AM. Ao questioná-lo sobre a decisão mais importante que tomou no seu mandato, Hailer afirma que foi “contratar e promover bons profissionais”. “A nossa cultura entrelaça-se através de tudo o que fazemos, o que vai desde a forma como construímos o negócio, à maneira como construímos as nossas carteiras. Acreditamos na confiança, na transparência e em colocar o investidor em primeiro plano, construindo relações de longo prazo baseadas na criação de valor sustentável”, acrescentou. 

Dentro do modelo multimarca através do qual está construído o grupo Natixis Global AM, o outro posto de maior importância que é destacado pela organização é o desempenhado por Hervé de Guinamant, presidente e CEO do negócio de distribuição na Europa, Médio Oriente, Norte de África, Extremo Oriente, América do Sul e Austrália. Hervé de Guinamant, engenheiro de formação, soma 23 anos de experiência na indústria de gestão de ativos e trabalhou anteriormente para o Crédit Agricole e Société Générale.

Nordea

Allan Polack 

Cargo: Diretor Executivo da Nordea AM

Formação Académica: Mestre em Economia e Administração, com o título do Programa de Gestão Avançada da Escola de negócios INSEAD. 

Anos na indústria: 29

O segundo cargo mais importante dentro da estrutura organizativa da Nordea corresponde a Christophe Girondel, responsável global de distribuição (incluindo produto, marketing e vendas) e membro do Comité Executivo de Assessoria, que informa diretamente o Diretor Executivo. Girondel, vindo da Delloite IM, conta com 20 anos de experiência no sector. A Nordea trabalha atualmente de forma ativa com mais de 400 distribuidores e clientes institucionais em todo o mundo. 

Pioneer Investments 

Sandro Pierri

Cargo: diretor executivo

Formação Académica: licenciado em Economia pela Universidade de Turim. 

Anos na indústria de fundos: mais de 20 

Entidades para as quais trabalhou anteriormente: ING IM

Principais contribuições: Pierri exerceu anteriormente outros cargos de grande responsabilidade na Pioneer, como responsável da região oriental da Europa e Internacional (inclui Ásia e América do Sul) ou diretor executivo da Pioneer Investments em Itália. 

O vicepresidente e diretor de investimentos na entidade é Giordano Lombardo, um homem da casa, já que  dos seus 25 anos de experiência no sector, 20 passou no UniCredit. Lombardo também preside a  Pioneer Investment Management S.G.R.p.A (Italia) e Pioneer Investment Management Limited (Irlanda).

Schroders

Michael Dobson

Cargo: diretor executivo

Anos na indústria de fundos: 41

Outros cargos: membro do FCA Practitioner Panel

Entidades para as quais trabalhou anteriormente: Morgan Grenfell Group, Deutsche Bank

Principais contribuições: Michael Dobson foi responsável pela reestruturação da Schroders, conduzindo a empresa aos primeiros lugares em termos de volume de ativos sob gestão dentro da indústria de fundos. Uma das suas decisões mais destacáveis foi apostar no capital humano em vez de cortar custos, num momento em que a gestora enfrentava números complicados. 

Dentro da estrutura organizativa da Schroders os cargos de maior responsabilidade, depois da figura do diretor executivo, são ocupados por Richard Keers (diretor de investimentos), Philip Mallinckrodt (responsável global de gestão de ativos),  Massimo Tosato (vicepresidente executivo e responsável mundial de distribuição) e Markus Reutimann (diretor de operações). 

UBS Global AM 

Ulrich Körner

Cargo: diretor executivo da UBS Global AM, diretor executivo da UBS Group EMEA (Europa, Médio Oriente e África) e membro do Comité Executivo do UBS Group. Ulrich Körner assumiu o comando da gestora em janeiro deste ano, substituindo John Fraser. 

Formação académica: doutorado na Universidade de St Gallen

Outros cargos: vicepresidente do Comité de Governo da Associação de Banqueiros Suiços, diretor adjunto do Comité de Supervisão da UBS Deutschland AG, presidente do Comité Fundador do plano de pensões da UBS, membro do Comité do Capítulo de Serviços Financeiros da Câmara franco-americana de Comércio, membro do Comité Assessor do Departamento de Banca e Finanças da Universidade de Zurich e membro do conselho de assessoria de negócio da Fundação Laureus. 

Entidades para as quais trabalhou anteriormente: Price Waterhouse Coopers, McKinsey & Company e Credit Suisse. 

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