Tags: Emergentes | Latam |

“Os mercados emergentes de obrigações na moeda local brasileira são uma boa oportunidade”


Apesar da dependência dos EM FX (mercados de moedas emergentes) e dos mercados de renda fixa dos dados da economia dos Estados Unidos, Clayton Rodrigues, Gestor de Obrigações na Bradesco Asset Management, acredita que “a maior parte do reequilíbrio de curto prazo está feito”. Na opinião do Gestor, assim que as taxas de juros nos EUA  se estabilizarem e encontrarem um novo patamar, a “situação tenderá a estabilizar nesse novo nível, a volatilidade irá baixar, e isso poderá suscitar o interesse dos investidores por activos fortemente descontados, tais como os EM Bonds.”

Para o gestor, os EM Bonds (mercados emergentes de obrigações) na moeda local brasileira representam agora uma boa oportunidade. “Apesar dos preços já terem parcialmente se recuperado dos baixos níveis de meio de Junho, ainda continuam a oferecer valor”, diz. O Banco Central Brasileiro já iniciou o ciclo de aperto monetário e muitos dos futuros aumentos estão já incorporados na curva de juros, onde os investidores ainda podem encontrar taxas de dois dígitos em títulos com prazo de três anos ou mais. Clayton Rodrigues alerta que “isto é algo que quase nenhum país no mundo pode oferecer, pelo menos com os bons fundamentos que o Brasil oferece”.

No entanto, a tendência de dólar fortecontinua a ser um risco, podendo provocar grande impacto em moedas de mercados emergentes, como é o caso do Real. Mas o Gestor reitera que “muito desse impacto já está reflectido nos preços e, no caso do Brasil, as altas taxas de juros podem ajudar a atenuar o risco cambial e no longo prazo podem trazer bons retornos relativos”.

No Brasil, aparentemente, os mercados “embarcaram” numa tendência de menor aversão a risco, através de uma postura mais ativado Banco Central Brasileiro no combate à inflação e do governo em manter a responsabilidade fiscal. Por causa deste facto, Clayton Rodrigues afirma que assim “conseguimos observar uma tendência de nivelamento da 'yield curve' do mercado doméstico brasileiro, se os números da inflação continuarem se arrefecendo e o Banco Central Brasileiro continuar a actuar sobre os aumentos esperados”.

Já no que diz respeito aos fluxos, o Gestor de obrigações é positvo e diz que já “se começam a ver entradas e também novos compradores a trazerem o dinheiro para o Brasil (apesar de ainda um pouco tímidos). Mais importante ainda: a saída de dinheiro parece ter terminado, e o investidor está mais positvo”.

Outras notícias relacionadas


Próximos eventos