Os melhores fundos de tesouraria no último triénio


Nos últimos três anos a rendibilidade média anualizada dos fundos de curto prazo (anteriormente denominados de Fundos de Tesouraria) foi de 0,3%, de acordo com os dados publicados pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios – APFIPP. De acordo com a Associação, fazem parte desta categoria os produtos que “investem em activos de elevada liquidez, sendo que mais de 50% dos activos em carteira devem ter prazo de vencimento residual inferior a 12 meses”.

O mercado nacional é composto por cerca de 190 produtos de investimento, com cerca de uma dezena a serem considerados de curto prazo. Entre esses dez, o produto mais rentável no triénio anterior ao final de janeiro foi o Banif Euro Tesouraria que regista uma evolução positiva, anualizada, de 1,39%. Gerido pela Banif Gestão de Activos, o produto tem-se destacado por entrar na lista seletiva dos produtos cinco estrelas para a Morningstar. No final de janeiro o seu património ascendia a 5 milhões de euros com as maiores posições em carteira a irem para alguns depósitos a prazo em instituições nacionais, além de títulos de dívida da cotada nacional Semapa e da Caixa Geral de Depósitos.

Com 0,99% vem, logo depois, o NB Tesouraria Ativa. Gerido por Amit Maugi da GNB Gestão de Ativos, o fundo tinha no final de janeiro um património de quase 45 milhões de euros. De acordo com a ficha mensal do produto, referente ao mês passado, foi a “exposição a dívida pública de curto prazo” e a “redução da yield da dívida pública alemã” que ajudou à rendibilidade do produto.

Logo depois vem o Dunas Banco BIC Tesouraria em euros que é gerido pela Dunas Capital. No período em questão a sua rendibilidade atingiu os 0,95% com um património superior a 37 milhões de euros. O maior investimento em carteira, de acordo com a Morningstar, era dívida pública espanhola, no final do ano passado. Sobre o processo de escolha dos ativos que compõem esta carteira, Pedro Alves afirmou no final do ano de 2014 à Funds People que "a seleção de ativos numa perspetiva de curto prazo depende da aversão ao risco em cada momento, do perfil de risco-retorno a nível individual e do ‘fit’ na carteira”. Entre os maiores investimentos encontramos dívida corporativa de empresas como o BCP ou ainda dívida estatal de países como, por exemplo, a França.

Os fundos curto prazo nos últimos três anos

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