Os maiores e melhores fundos de curto prazo


Foi uma das mudanças que ocorreu na passagem de 2014 para 2015: os ‘fundos de tesouraria’ começaram a denominar-se de ‘fundos de curto prazo’, segundo a categorização da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios. Com esta mudança, o novo segmento engloba nove fundos de investimento que somavam mais de 850 milhões de euros em ativos sob gestão no final de maio, o que faz da categoria a quinta maior do mercado nacional.

Entre os produtos, o maior é o BPI Liquidez. O fundo da BPI Gestão de Activos no final de maio geria mais de 387 milhões de euros, sendo o quinto maior produto do mercado nacional. A ascensão ao último lugar do top 5 veio adveio do facto do  produto ter sido o que registou maior volume de captações líquidas em maio, somando um saldo de 21,8 milhões de euros entre subscrições e resgates. Já nos cinco primeiros meses do ano esse valor sobe para cerca de 94 milhões de euros, sendo o quinto produto que mais captações líquidas obteve em 2015.

Com mais de 127 milhões de euros surge o Santander Multi Tesouraria que é da responsabilidade da Santander Asset Management, seguido do NB Tesouraria Ativa da GNB Gestão de Ativos que gere mais de 115 milhões de euros. Ambos os produtos fazem parte do rol de fundos que apresentam um património superior a 100 milhões de euros.

Os maiores são os mais rentáveis?

Dos nove produtos desta categoria, aquele que em 2015 (até ao dia 19 de junho) regista a maior subida é o Patris Tesouraria. Gerido pela Patris Gestão de Activos o fundo no período em análise apresenta uma rendibilidade de 0,84% tendo cerca de 8 milhões de euros em património, o que posiciona o fundo com o 'título' de mais pequeno da categoria. Numa conversa recente com a Funds People, da entidade referiram, sobre a alocação de ativos executada, que reportam um enquadramento “com limites sólidos definidos pela sua política de investimento”, de forma a que “o portfólio final corresponda ao binómio Rentabilidade Esperada vs Risco Esperado procurado pelos investidores no Patris Tesouraria”.

Longe da rendibilidade do líder surge o Santander Multi Tesouraria, o segundo maior fundo do segmento. A sua rendibilidade é de 0,36% e o fundo investe em “valores mobiliários e instrumentos do mercado monetário emitidos na Zona Euro (ou noutra divisa efectuando a respectiva cobertura cambial) e em depósitos bancários que se caracterizem por uma elevada liquidez e com prazo de vencimento residual inferior a 12 meses”, segundo se pode ler no prospecto do produto.

Com uma rendibilidade de 0,33% aparece o NB Tesouraria Ativa. O fundo é da responsabilidade de Tânia Pinheiro, da GNB Gestão de Ativos, e segundo a ficha do produto, em maio, foi a “exposição a títulos em prazos mais curtos e a divida indexada” que ajudou o fundo. No final de maio as obrigações representavam cerca de 92% do investimento total da carteira, com mais de metade a estar aplicada em obrigações corporativas. O fundo tem ainda rating quantitativo máximo por parte da Morningstar, “título” que mantém há vários meses.

Os fundos Curto Prazo

para aumentar

Fonte: APFIPP a 19 de junho.
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