Os investimentos mais “longínquos”


Segundo a Morningstar existiam, no final do primeiro trimestre, 227 produtos de investimento divididos em inúmeras categorias. Existem alguns segmentos que podem ser analisados de outra forma, fora das regiões mais abrangentes: Europa, EUA ou Emergentes.

O samba brasileiro...

Analisando toda a amostra dos fundos disponibilizados aos residentes nacionais, existem quatro que investem essencialmente no Brasil: BPI Brasil, BPI Brasil Valor, Dunas Banco Bic Brasil e ainda o ES Brasil. Dos quatros produtos, o fundo gerido pela Dunas Capital - Gestão de Activos é aquele que apresenta uma rendibilidade maior nos primeiros três meses deste ano, com ganhos de 2,59%. De acordo com a Morningstar este produto é composto, na sua maioria, por obrigações, com destaque para empresas da região como a Hypermarcas, Companhia do Saneamento Básico ou a HBSC Brasil.

Acima dos 2% de ganhos entre janeiro e março aparece ainda outro produto, desta feita gerido pela BPI Gestão de Activos: BPI Brasil. A rendibilidade apresentada é de 2,297% e a sua carteira é mista, com cerca de metade a estar investida em ações e o restante dividido entre liquidez e outros instrumentos financeiros. As maiores posições pertencem a títulos da Secretaria do Tesouro, do Banco do Brasil e ainda da República brasileira.

O único fundo de ações Brasil presente no rol de produtos analisados é o BPI Brasil Valor. O fundo apresenta ganhos trimestrais de 0,427%, apostando num investimento “growth”. As maiores posições pertencem à Itaú Unibanco, à BB Seguridade Participações e à Klabin, sendo que as dez primeiras posições representam mais de 60% do total do produto.

O ES Brasil, gerido pela ESAF é o outro produto que investe no mercado brasileiro e tem como posições principais alguns títulos públicos e corporativos, como é o caso da Copobras ou da Cosan.

...e os dragões asiáticos

Também os produtos que investem na região onde o nascer do sol mais cedo acontece, são quatro. De entre a amostra, o melhor fundo do trimestre é o Caixagest Acções Oriente, da Caixagest. Entre janeiro e março o produto deu ganhos de 1,06% aos seus subscritores. Investindo num estilo “growth”, o produto tem as suas posições principais em empresas como a BHP Billiton, a QBE Insurance ou a Brambles, sendo as três companhias australianas.

Além deste produto da Caixagest, ainda aparece o Caixagest Acções Japão que tem mais de 38 empresas nipónicas em carteira.

O Banif Ásia e o BPI Ásia Pacífico fecham o rol dos produtos que olham para a região de outra forma. O fundo da Banif Gestão de Activos é um produto que tem grande parte da sua carteira investida em outros fundos de casas de investimento internacionais. Já o fundo da BPI Gestão de Activos têm ETF’s e empresas chinesas e australianas nas posições dominantes da carteira.

Mãe-África

O mercado que “luta” pelo domínio africano é apenas composto por dois produtos: BPI África e ES África. Ambos os fundos olham para África através de um investimento growth e observam, essencialmente, o sector financeiro. Os dados da Morningstar mostram que grande parte das suas carteiras investem em empresas financeiras, sobretudo em países como a Nigéria e a África do Sul. As sul-africanas Firstrand, Sanlam, Naspers e o Barclays Afrca Group e ainda as nigerianas Guaranty Trust Banck, Zenith Bank ou a United Banck for Africa dominam grande parte das carteiras dos dois produtos analisados.

Análise Funds People a partir dos dados disponibilizados pela Morningstar a 31 de março de 2014.
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