Tags: Pensões |

Os fundos em destaque no segmento PPR, nos últimos doze meses


A Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios – APFIPP – revela, todos os meses, os produtos direcionados para a reforma, mais rentáveis a doze meses e a cinco anos.  A APFIPP divide este segmento em dois tipos de fundos: Fundos PPR e Fundos de Pensões Abertos.

A entidade ressalva que as rentabilidades apresentadas são brutas de impostos, não considerando “comissões de subscrição e resgate, bem como outras comissões e encargos eventualmente suportados diretamente pelos participantes, que variam de acordo com as condições estabelecidas no regulamento de gestão de cada Fundo”.

Vejamos os produtos de Poupança Reforma mais rentáveis no último ano, com dados de 28 de abril:

No topo da lista surge o fundo de responsabilidade da SGF, o SGF Património Reforma Acções PPR. O produto, cujo objetivo, segundo a entidade, “é maximizar a valorização aproveitando a maior rendibilidade, a médio e longo prazo, das carteiras de ações e minimizar a volatilidade/risco através de investimentos em imobiliário e obrigações”, registou uma rentabilidade de 7,6% no período em questão. António Amaral, administrador da SGF, através de um comunicado afirma que, tendo em conta o ambiente de baixas taxas de juro, "alguns investidores, mesmo com um perfil mais conservador, começam a adotar uma postura um pouco diferente: optam por uma estratégia de investimento que passa por repartir o seu património, alocando uma parte do mesmo a um PPR mais conservador, com menor risco, e outra a um PPR mais dinâmico, com um maior nível de risco associado" Segundo dados da APFIPP, no final do mês de abril detinha um volume sob gestão de 1,9 milhões de euros.

Imediatamente a seguir surge o Optimize Capital Reforma PPR Acções, que detém o maior volume sob gestão entre os cinco melhores produtos: 18,9 milhões de euros. O fundo mais agressivo da gama de fundos PPR da Optimize, que pode investir até 55% do capital em ações, registou uma rentabilidade de 6,9% nos últimos doze meses. De facto, o produto apresentava no final de abril, e segundo a fact sheet desse mês, uma exposição superior a 35% a ações. No mês em questão, o gestor do produto destaca que "o resultado da primeira volta das eleições francesas entusiasmou os mercados europeus, principalmente os títulos financeiros", sendo que a Europa representa, segundo a mesma fonte, 56,3% do total da exposição geográfica do produto. 

Por sua vez, o NB PPR ocupa a terceira posição da lista dos mais rentáveis no último ano. Com um volume sob gestão de 13,8 milhões, a rentabilidade do produto da responsabilidade da GNB Gestão de Ativos fixou-se nos 6,6%. Este é um fundo que privilegia o investimento em obrigações, sendo que, segundo dados da entidade, no final de abril registava uma exposição superior a 70% a esta classe de ativos. Paulo Joaquim, gestor do fundo, destaca que “tanto a componente obrigacionista como a componente acionista” foram fatores importantes para o desempenho no mês de abril. Por outro lado, “a vitória de Emmanuel Macron contribuiu para a retoma de um ambiente positivo para os ativos de risco no final do mês”, conclui o gestor.

Por último, surgem dois fundos que registaram uma rentabilidade a doze meses bastante semelhante, falamos do PPR Platinium e do PPR BBVA Ações. O primeiro é da responsabilidade da Futuro, tendo registado uma rentabilidade de 6,3% no período em questão. Segundo a entidade, a política de investimento deste produto é orientada numa perspetiva a longo prazo, sendo que o capital será investido de forma maioritária em obrigações. O PPR BBVA Ações, por sua vez, apresenta uma rentabilidade de 6,2% nos últimos doze meses. À semelhança do produto anterior, a carteira investe principalmente em obrigações, num máximo de 65%, ainda que tenha a possibilidade de investir até 55% da exposição total da carteira no mercado acionista (segundo dados da entidade).

No exterior da esfera APFIPP

Embora fora da alçada da APFIPP, o melhor produto PPR nacional continua a ser o Invest AR PPR. No período em questão, o fundo apresenta uma rentabilidade de 12,53% (dados Morningstar Direct) quase o dobro dos produtos anteriores. Segundo informação da mesma plataforma, o fundo gerido por Paulo Monteiro apresentava uma exposição a obrigações superior a 63%, e superior a 17% a ações. O gestor, na fact sheet de abril, acredita, tal como Paulo Joaquim, que “o resultado da primeira volta das eleições francesas veio trazer alguma estabilidade ao clima de incerteza política que se vive na Zona Euro”, algo que revelou ser benéfico para o fundo, uma vez que se registou um rally no mercado acionista.

PPR

Nota: dados APFIPP a 28 de abril de 2017; dados Morningstar Direct abril de 2017

Profissionais
Empresas

Outras notícias relacionadas


Próximos eventos