Os fundos da Fidelity International com selo Funds People


De entre os produtos registados para venda em Portugal, a Fidelity International tem 32 produtos classificados com selos Funds People. É a gestora que mais produtos coloca na lista. Desses, 19 são Consistentes, 7 são Blockbuster, 5 são Consistentes e Blockbuster e 1 agrega a tripla classificação, somando às anteriores o selo de favorito dos Analistas.

Começando por este último caso, o Fidelity European Dynamic Growth é um produto gerido por Fabio Ricelli. O gestor seleciona títulos com uma inclinação growth num processo de seleção tendencialmente bottom up. Investe em empresas europeias que negoceiam abaixo do seu valor intrínseco e centra-se naquelas cujo potencial de crescimento no longo prazo está a ser subvalorizado pelo mercado. Ricelli presta especial atenção aos motores estruturais do crescimento, mais do que aos cíclicos, e concentra-se nas variáveis que são endógenas de empresa, mais do que as externas. Adota sempre uma perspectiva de investimento a longo prazo e, em consequência, a rotação da carteira tende para ser baixa.

Os Blockbuster Consistentes

São cinco os produtos que agregam ambos os selos. Um deles é o Fidelity America, gerido por Ángel Agudo. O gestor pretende investir em empresas que estejam subvalorizadas, seja porque perderam alguma atratividade, seja porque o mercado atribui pouco valor ao seu potencial de recuperação. Ao investir, tem em consideração o risco de queda potencial da empresa, assim como a solidez do balanço ou do modelo de negócio, com a ponderação na carteira e a convicção do investimento a variar em função desses factores. Agudo gere uma carteira relativamente concentrada com um baixo nível de rotação.

Segue-se o Fidelity Iberia, também gerido por Fabio Ricelli, que dirige este fundo com um enfoque baseado totalmente numa análise bottom-up. Investe em empresas ibéricas que negoceiam abaixo do seu valor intrínseco e concentra a sua atenção naquelas cujo potencial de crescimento está a ser subestimado pelo mercado. O gestor presta especial atenção aos motores estruturais, mais do que cíclicos, do crescimento, bem como às variáveis endógenas da empresa, por oposição às exógenas. Adota sempre uma perspectiva de investimento a longo prazo e, em consequência, a rotação da carteira é baixa.

Outro dos produtos com selos B e C é o Fidelity Global Technology. HyunHo Sohn, gestor do fundo, tem uma abordagem bottom up baseada em análise fundamental, no processo de identificação de empresas de qualidade com perspectivas de crescimento sustentáveis e que cotam a valorizações atrativas.

Com os mesmos selos, temos o Fidelity Emerging Markets, gerido por Nick Price. O gestor procura investir em empresas de elevada qualidade com preços atrativos que sejam capazes de proporcionar uma rentabilidade sustentável. Dá preferência a empresas com posições sólidas no mercado e vantagens competitivas, considerando que, em geral, são capazes de gerar lucros atrativos ao longo de todo o ciclo económico. Também dá preferência a empresas que proporcionam uma rentabilidade superior sobre os seus ativos e com balanços bem capitalizados.

Segue-se o Fidelity Global Financial Services. É uma estratégia gerida por Sotiris Boutsis, que procura investir em empresas do sector dos serviços financeiros de qualidade e com um justo valor. O seu enfoque de investimento combina a seleção de valores baseada na análise de cada empresa individual e a análise do país e sector. Identifica oportunidades de investimento utilizando a análise interna da Fidelity, reuniões com as equipas de administração e visitas às empresas. Boutsis procura empresas sólidas, assim como empresas com fundamentais em processo de melhoria que se deverão traduzir numa maior rentabilidade do capital. As considerações macroeconómicas têm um papel importante, considerando que as perspectivas dos bancos e outras empresas financeiras estão vinculadas à economia.

Os fundos Fidelity com selo C

Fidelity Asia Pacific Dividend. Polly Kwan conta com um enfoque de investimento fundamental ascendente. Centra-se em identificar títulos com uma dividend yield estável e aqueles com potencial para um sólido crescimento da rendibilidade dos dividendos.

Fidelity Asian Special Situations. A seleção de valores de Suranjan Mukherjee baseia-se numa análise fundamental de cada empresa individual. Favorece títulos cujas valorizações são baratas em relação com os lucros, e em processo de melhoria.

Fidelity Australia. Pak-Luan Yeoh pretende gerar alpha principalmente através da seleção de ações australianas. A alocação de ativos por sector ou capitalização de mercado é principalmente o resultado da sua abordagem bottom-up.

Fidelity China Focus. Jing Ning segue um estilo de investimento value. O seu enfoque bottom-up centra-se na determinação do valor intrínseco de uma empresa. O ponto de partida de Jing é identificar o valor intrínseco nos extremos do mercado e o seu enfoque no valor é um ponto essencial do processo.

Fidelity Germany. Christian von Engelbrechten foca o investimento em empresas com elevadas rentabilidades de capital e crescimento de resultados sustentável e superior à média. Utiliza uma análise fundamental profunda para analisar os motores do rendimento e dos lucros de cada empresa e todas as regiões, divisões e produtos.

Fidelity Global Consumer Industries. Aneta Wynimko adota uma abordagem bottom-up na altura de selecionar as ações, baseando-se numa análise minuciosa de cada empresa que inclui reuniões com os gestores da empresa e os seus competidores no sector. Procura empresas com poder de fixação de preços, marcas consolidadas e uma valiosa propriedade intelectual.

Fidelity Global Demographics. Hilary Natoff e Aneta Wynumko esperam investir em empresas cujo crescimento nos próximos 3 a 5 anos, e em anos posteriores, beneficie das tendências demográficas, incluindo o envelhecimento e o crescimento das classes médias e da população. Consideram que as tendências demográficas mudam lentamente e que são previsíveis, e que se ampliarão nas próximas décadas e apoiarão o crescimento mediante uma variedade de sectores e geografias.

Fidelity Global Dividend. Daniel Roberts aplica um enfoque bottom-up no investimento em empresas que oferecem uma rentabilidade saudável, suportada por um nível de receitas crescente, assim como potencial de crescimento do capital. Ao considerar possíveis oportunidades de investimento, dá especial atenção à sustentabilidade do dividendo e se o preço da ação proporciona uma margem de segurança adequada.

Fidelity International Fund. O fundo é gerido com um enfoque de equipa, onde Nick Peters e Ayesha Akbar tentam acrescentar valor relativo a um índice composto, através da seleção da classe de ativos e da alocação. A seleção da alocação é um processo baseado na análise, onde filtram gestores que se baseiam em critérios qualitativos e quantitativos.

Fidelity Latin America. Adotando um enfoque disciplinado e bottom-up na altura de selecionar os ativos, a estratégia apoia-se na equipa de especialistas da Fidelity, formada por profissionais de investimento em ações da América Latina. O gestor da carteira é Ángel Ortiz.

Fidelity World. Jeremy Podger utiliza uma abordagem centrada no valor para identificar empresas com potencial para uma apreciação significativa do preço das ações. O gestor da carteira procura três categorias de empresa: mudança, valor e franchising, cada uma delas com catalisadores de rentabilidade diferenciados.

Fidelity Asian Bond. Gerido Por Eric Wong e Bryan Collins, o fundo procura obter rendimentos e apreciação de capital investindo, principalmente em ativos fixed income investment grade de emissores com atividade concentrada na região da Ásia.

Fidelity Asian High Yield. Fundo com um enfoque em ativos de fixed income sub investment grade high yield de emissores com atividade centrada na região da Ásia. Os títulos em carteira têm inerente um elevado risco de investimento e não estão sujeitos a um rating standard mínimo. O fundo pode adicionalmente investir diretamente em ativos cotados nos mercados chineses. É gerido por Bryan Collins.

Fidelity SMART Global Defensive. Gerido conjuntamente por Eugene Philalithis e Joo Hee Lee, falamos de um produto que almeja um crescimento estável no longo prazo através do investimento num conjunto diverso de classes de ativos globais. O fundo aloca ativamente os seus ativos a diferentes classes de ativos e geografias baseado no seu potencial para gerar um retorno estável e reduzir risco ou volatilidade na globalidade da carteira. Os principais ativos em que investe incluem obrigações soberanas globais, obrigações indexadas à inflação, obrigações corporativas, high yield e investment grade, obrigações de mercados emergentes e ações globais.

Fidelity Global High Yield. Produto que enfoca a sua gestão em ativos high yield de emissores globais, podendo também investir em ativos investment grade. A utilização de derivados é permitida, tanto para a gestão eficiente do portefólio como para efeitos de investimento ,e a gestão pode assumir posições que beneficiem com a queda do preço dos ativos. O fundo é gerido por Peter Khan e Ian Spreadbury.

Fidelity Global Opportunities. Fundo gerido por Matt Jones e Hiten Savani que investe em ações de empresas globais em diversos sectores de mercado.

Fidelity Patrimoine. Gerido por David Ganozzi, é um fundo com uma abordagem conservadora que investe num conjunto de ativos globais que providenciam exposição a ações, obrigações, commodities e cash.

Fidelity Selection Internationale. Produto também gerido por David Ganozzi que aposta em ações internacionais, com uma restrição de 10% de alocação a mercados emergentes.

A casa apresenta também o Fidelity FPS Growth com o selo de Consistente Funds People.

Os fundos da Fidelity com selo B

Fidelity Euro Blue Chip. Neste caso é Alexandra Hartmann que tem a seu cargo a gestão. Aplica uma análise bottom-up  e procura empresas nas quais haja um desequilíbrio entre a oferta e a procura, as barreiras à entrada sejam altas e/ou que integrem oportunidades de reestruturação.

Fidelity Euro Short Term Bond. O fundo investe, principalmente, em obrigações de empresas investment grade e dívida pública denominada em euros a curto prazo. Os gestores, Rick Patel e David Simner têm algum grau de flexibilidade para investir em estratégias diferentes do índice, de forma a somar rentabilidade, mas continua a ser imperativo o cumprimento do objetivo de investimento.

Fidelity European Growth. Gerido por Matt Siddle, este produto procura investir em empresas de qualidade a preços atrativos. O gestor identifica as oportunidades mediante diversas revisões quantitativas e análises internas e, de seguida, leva a cabo a sua própria análise fundamental. As características que procura incluem uma elevada rentabilidade do capital, que seja sustentável e permita à empresa crescer mais rapidamente que os seus competidores e gerar fluxos de cash elevados.

Fidelity European High Yield. O fundo, gerido por Andrei Gorodilov, investe principalmente em obrigações de empresas high yield, de emissores com sede na Europa e diversificados por vários países e sectores. Enfatizam a seleção bottom up de títulos, a due dilligence e a garantia de uma diversificação e liquidez adequadas, em resultado da natureza assimétrica da rentabilidade das obrigações high yield.

Fidelity FAST Europe. Anas Chakra vai mais além dos fluxos noticiosos a curto prazo e dos fatores sectoriais cíclicos com a finalidade de encontrar empresas que tenham preços atrativos num horizonte temporal mais longo. Investe em valores tanto growth como value, procurando valorizações extremas, e utiliza uma variedade de medidas distintas em função do tipo de empresa e do sector.

Fidelity US High Yield. O fundo é gerido por Harley Lank e investe, principalmente, em obrigações corporativas high yield denominadas em dólares, Com uma abordagem bottom-up e a adequada due dilligence, os atributos do produto incluem também uma liquidez adequada. O fundo apresenta uma grande diversificação e mantém limitações relativamente aos emissores e sectores para poder gerir os riscos de concentração inerentes ao mercado norte americano de high yield.

Fidelity Global Healthcare. Hilary Natoff seleciona os títulos com base numa análise individual de cada empresa. Tem preferência por empresas que cotam a valorizações atrativas, mas que oferecem um crescimento superior à média.

Outras notícias relacionadas


O Mais Lido

Próximos eventos