Os fundos com maior destaque nos últimos doze meses


O ano de 2015 chegou ao fim e esta altura do ano é sinónimo de fazer um balanço sobre o que aconteceu. Um desses balanços pode fazer-se através do ranking que a Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios – APFIPPelabora semanalmente e que revela os dez produtos mais rentáveis nos últimos doze meses. Essa lista da Associação não considera os Fundos Poupança Ações nem os Fundos Poupança Reforma, por terem um regime fiscal distinto dos outros fundos mobiliários nacionais.

No último dia do ano passado, o produto mais rentável dos últimos doze meses foi o Caixagest Acções Japão que é da responsabilidade da Caixagest. Nesse período a sua rendibilidade atingiu os 21,9%, tendo sob gestão quase 21 milhões de euros. Tal como a sua denominação indica, investe no mercado nipónico e, segundo o seu prospeto, o património do produto será “composto por ações japonesas admitidas à negociação na primeira e na segunda sessão das Bolsas de Valores Japonesas. O seu património é investido no mínimo, diretamente ou indiretamente, 85% em ações do Japão”.

Ações nacionais em força

Os quatros produtos seguintes na lista investem todos no mercado nacional. Com uma rendibilidade de 19,6% vem o Banif Acções Portugal que é da responsabilidade da Banif Gestão de Activos. Gerido por Miguel Moedas, no final do mês de novembro o seu património atingia mais de 5 milhões de euros. Nessa mesma data a Altri era a maior posiçõa individual em carteira, sendo seguida da Sonae SGPS e do BCP.

Com uma rendibilidade de 19% surge, logo de seguida, o IMGA Ações Portugal. Gerido por Nuno Marques da IM Gestão de Ativos, o fundo no final do décimo-primeiro mês de 2015 tinha um montante sob gestão superiora a 32,5 milhões de euros. Olhando para a carteira podemos encontrar, entre os maiores investimentos, cotadas nacionais como a Sonae SGPS, a Portucel ou a Galp Energia.

O BPI Portugal da BPI Gestão de Activos e o Caixagest Acções Portugal da Caixagest são os outros dois produtos que investem no mercado nacional que surgem na tabela.

O primeiro surge com uma rendibilidade no período em análise de 17% destacando-se por ser o único fundo de ações com classificação quantitativa máxima por parte da Morningstar. Já o segundo regista ganhos de 16,5% nos doze meses anteriores ao dia 31 de dezembro e geria um património superior a 35,5 milhões de euros.

Montepio Gestão de Activos surge com fundos sectoriais

Além do investimento em Portugal, também podemos destacar o investimento sectorial realizado pela Montepio Gestão de Activos. Nestas condições encontramos três produtos: o Montepio Euro Telcos, o Montepio Euro Healthcare e ainda o Montepio Euro Utilities.

O primeiro investe nos gigantes europeus do sector das telecomunicações e registou, no período em análise, uma rendibilidade de 13,9%. Já o segundo ‘aposta’ no sector da saúde que lhe deu, ao longo dos doze meses anteriores a 31 de dezembro, ganhos de 12,9%. Por fim vem o produto sectorial que segue as empresas ligadas às utilities que conseguiu ganhos de 11,4% no período em questão.

As 10 melhores rendibilidade de fundos mobiliários nacionais

 

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