Os cinco fundos de pensões abertos que triunfam no último ano


A APFIPP elaborou recentemente um ranking com as cinco melhores rendibilidades dos fundos de pensões abertos no último ano, mas também nos últimos cinco anos. Na análise de hoje centramo-nos no primeiro período de tempo referido, onde os cinco produtos destacados pertencem a quatro casas gestoras distintas.

Portanto, no último ano, com dados de 31 de julho, a Associação revela que os fundos de pensões abertos com resultados mais significativos são geridos pela Banif Pensões, Ocidental Pensões, BPI Vida e Pensões e GNB – SGFP.

1. Optimize Capital Pensões Acções

Chega aos 12% de retorno anualizado, consagrando-se no fundo líder deste ranking elaborado pela Associação. Falamos do Optimize Capital Pensões Acções, que tem como entidade gestora - segundo prospecto disponibilizado na CMVM - a Banif Pensões, sendo a Optmize Investment Partners a entidade mandatada para efetuar a gestão do fundo.

 No final de julho alcançava um montante sob gestão de 1,2 milhões de euros. Ainda no prospecto deste fundo que apresenta um nível de risco 4 segundo a APFIPP se pode ler que o investimento em ações tem uma exposição central de referência de 40%, embora o limite máximo de alocação a esta classe de ativos possa chegar aos 55%. No mesmo documento há lugar para um “histórico” de rentabilidades anualizadas - de 2011 a 2014 - onde se observa que o melhor ano para o produto durante este período foi o de 2012, com os retornos a chegarem aos 21,06%.

2. Horizonte Acções

O fundo Horizonte Acções, gerido pela Ocidental Pensões (denominação atual da ex-Pensõesgere) consegue no último ano um retorno de 11,4%, e é igualmente classificado com um nível de risco 4 pela Associação. Recorde-se que este produto que gere 11,7 milhões de euros, foi sujeito a uma redefinição de política de investimento no início do ano – a par dos restantes fundos Horizonte – passando a ter uma alocação central a ações de 55% com uma banda de variação de 30%, como explicava na revista do primeiro trimestre de 2015, Valdemar Duarte, diretor geral da Ocidental Pensões.

O fundo (inserido na gama de fundos Horizonte vencedores dos últimos IPE Awards com o título de “Best Pension Fund in Portugal) apresentava no final de julho uma alocação de 55,81% a ações, 37,5% a obrigações, 3,94% a imobiliário e hedge funds e, por último, uma exposição de 2,75% a instrumentos de liquidez.

3. BPI Acções

É o fundo com o património mais elevado neste top 5. O BPI Acções, gerido pela BPI Vida e Pensões, ultrapassava no final de julho os 57,1 milhões de euros, e nos últimos 12 meses alcança 9,6% de retorno anualizado. É mais um fundo com o nível de risco 4 atribuído pela APFIPP e, segundo as informações disponibilizadas online pela gestora, o produto limita a 75% o investimento em ações no portfólio. Na composição atual da carteira, de acordo com a mesma fonte, observa-se que a alocação a ações não excede os 56% da carteira, seguindo-se a exposição a obrigações de taxa fixa que representa 34% do portfólio.

4. Optimize Capital Pensões Equilibrado

Os dois restantes fundos que compõem esta lista das cinco melhores rendibilidades de fundos de pensões abertos no último ano, estão “taco a taco” nos resultados.

Novamente a cargo da Banif Pensões surge o Optimize Capital Pensões Equilibrado que alcança 8,9% de ganhos no último ano, e gere 1,1 milhões de euros, sendo também classificado com o nível 4 em termos de risco. No prospecto do fundo presente na CMVM é referido que a exposição de referência a ações do produto é de 25%, enquanto o valor de referência para exposição a obrigações é 65%.

5. Multireforma Acções

O produto que fecha esta listagem da APFIPP pertence à GNB – SGFP e alcança 8,7% de ganhos no último ano. O Multireforma Ações, gerido por Pedro Barata, tem 11,3 milhões de euros de ativos sob gestão e, deste ranking, é o fundo com o nível de risco mais elevado, no caso 6. No mês de julho, segundo o que relata o gestor na ficha de produto disponível online, o fundo foi ajudado “pela exposição ao sector da construção e materiais de construção”, sendo que em sentido contrário a “exposição ao sector de matérias primas” foi um maior entrave para a performance do produto no mês. Assim sendo, em termos sectoriais a carteira do fundo apresenta uma maior exposição ao sector Industrial (19,25%), seguindo-se as empresas do Consumo que perfazem 17,42% do portfólio. 

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