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“Os bancos serão mesmo mais pequenos e mais simples?”


No Working Paper da CMVM subordinado ao tema “A crise financeira: aprendemos as lições?”, assinado por Carlos Tavares, são elaboradas várias conclusões sobre o tema referido.

Oito anos depois do início da crise financeira, na ótica da CMVM, importa olhar para o desenvolvimento dos Bancos no período. Respondendo à questão “os bancos serão mesmo mais pequenos e mais simples?”, do Regulador recordam que “embora com alguma quebra de valor nos anos que se seguiram ao desencadear da crise, continuou a assistir-se a um grande número de fusões de instituições financeiras com particular pujança em 2014 e 2015 e que parece continuar em 2016”.

Nos Estados Unidos, por exemplo, quer em número quer em montante de ativos, relata o paper, os “últimos anos superam já os de 2006 e 2007, o mesmo se passando no espaço fora da Europa e dos Estados Unidos”. (ver gráfico abaixo)

fusões bancos

Este movimento, refere o paper, decorre “da constatação da necessidade de reduzir o excesso de oferta de serviços financeiros através da concentração bancária e da consequente redução do número de instituições”. Mais uma vez, nos EUA, pode dizer-se que no espaço de 20 anos, 37 dos maiores bancos deram origem a apenas 4 bancos.

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Indicam, ainda, que estes factos levam a pensar que “o objectivo declarado de evitar designadamente a situação do chamado “too big to fail” poderá não estar a ser totalmente conseguido”.

Outra alternativa para reduzir excesso de oferta

Aproveitando outra perspetiva, no documento referem que outra alternativa para solucionar o problema seria “diminuir a dimensão dos bancos existentes”. A opinião demonstrada é de que “esta seria até uma via mais consistente com as conclusões sobre as origens e remédios da crise, conduzindo a bancos mais pequenos e necessariamente mais simples e, sobretudo, mais fáceis de supervisionar”

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