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Onde é que a Franklin Templeton encontra valor em 2014?


Ao contrário de outras vozes do mercado que põem em dúvida a força da recuperação, os especialistas da Franklin Templeton Investments consideram que os retornos a que se assiste desde o começo do ano são normais, se se tiver como referência um horizonte de investimento de dez anos. A partir desta perspetiva a visão da gestora é de que as bolsas ainda têm potencial de crescimento”.

Esta ideia é explicada por Norman J. Boersma, diretor de investimentos do Templeton Global Equity Group, que identifica onde é que a empresa encontra valor. “Quando olhamos para as valorizações, os mercados não parecem particularmente baratos, mas também não estão especialmente pressionados. Algumas áreas tiveram um percurso mais forte do que outras, mas, em geral, acreditamos que não estão amplamente sobrevalorizados tendo em conta a média histórica”, resume Norman J. Boersma. Além disso, o diretor de investimentos explica que se está no início de uma rotação das obrigações para as ações, pelo que se espera que entre mais dinheiro nos mercados de ações durante os próximos tempos.

“Acreditamos que estamos num contexto de mercado mais normal, em que a seleção de valores tem sido oportunística, em que as correlações estão a descer, e em que os retrocessos económicos e o fluxo de notícias não conduzem imediatamente a um pull-back profundo nos mercados”, continua o especialista. Para a gestora, que seleciona os seus títulos através de um processo bottom up, “este tipo de contexto corresponde àquele onde tipicamente um estilo de investimento value pode ter mais sucesso”, e além disso, é favorável para o seu próprio processo de investimento.

Sectores com valor

O especialista apresenta os sectores onde os gestores da empresa encontram mais oportunidades neste momento. O primeiro sector é o da saúde, que tem mostrado sinais de força recentemente. “A indústria farmacêutica tem vindo a recuperar de um período de extremo pessimismo, devido aos receios de expiração das patentes e por causa da diminuição da investigação e do desenvolvimento de novos medicamentos, enquanto a biotecnologia está a atrair crédito por causa do seu potencial de inovação”, explica o diretor de investimentos.

Outro sector com valorizações atrativas é o da energia, que para Norma J. Boersma tem também algumas semelhanças com o farmacêutico, no sentido em que os sectores do petróleo e do gás necessitam de empregar uma grande parte dos seus rendimentos em inovação e na manutenção de instalações, ao mesmo tempo que têm que lidar com uma queda na produção. “Acreditamos que em muitos casos os preços “afundados” das ações não valorizam o potencial de melhoria a longo prazo na produtividade e nos retornos para os acionistas de grandes empresas petrolíferas que investiram muito em locais atrativos. Também vemos oportunidades em empresas de serviços de extração, através da tecnologia, e com recursos necessários para ajudar as grandes petrolíferas a extrair hidrocarbonetos com localizações cada vez mais difíceis”, explica o especialista.

O terceiro sector onde os gestores da entidade encontram oportunidades é o sector financeiro. “Embora não acreditemos que os retornos possam recuperar até aos máximos anteriores devido ao menor endividamento, ao aumento da regulação e às economias que ainda têm resultados abaixo do ideal, a nossa análise mostra que alguns bancos selecionados ainda podem evoluir positivamente, em particular à medida que as condições de negócio comecem a normalizar, e que a atividade de concessão de crédito retome”.

As regiões mais atrativas

Por regiões, a equipa da Franklin Templeton prevê que a Europa continue a negociar a desconto relativamente aos EUA, em relação aos múltiplos do PER ciclicamente ajustado. Para além disso, acreditam que as margens de lucro têm potencial para melhorar, especialmente nas empresas com uma dívida operacional mais elevada, uma vez que vão beneficiar da recuperação económica que levará a um aumento do consumo (mais procura) e, por conseguinte, um aumento nas vendas e diminuição da dívida. Para o profissional, os mercados emergentes têm oferecido, com a correção que experimentaram recentemente, oportunidades seletivas para os “caçadores de pechinchas”, com um horizonte temporal de investimento de longo prazo.

“Em geral, com as condições económicas e políticas a divergirem em todo o mundo e as correlações entre mercados de ativos a caírem, acreditamos que os selecionadores de títulos com estilo bottom-up e um processo comprovado, estão potencialmente bem posicionados para ajudar os investidores a navegarem naquele que é um futuro incerto”, conclui Norman J. Boersma.

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