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Olímpicos 2020: uma boa oferta de Tóquio vai estimular o crescimento económico


O Japão foi visto como sendo a opção “segura” para a realização dos jogos olímpicos de 2020, colocando de lado as alternativas “Istambul” e “Madrid”.  No dia do anúncio a celebração fez-se em terras nipónicas, e “esse sentimento foi transportado para a bolsa na segunda-feira seguinte, com o mercado de ações japonesas a crescer 2%”, conta Taku Arai, product manager de ações japonesas, na Schroders.

“As previsões oficiais colocam o impacto económico positivo em apenas 0,3% do PIB entre 2013-2020”, diz o especialista, que refere que por exemplo o Financial Times já compara este baixo número com uma estimativa equivalente de 3,6% nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 1964.

Boas perspetivas para as empresas

“Embora o impacto possa ainda ser menor, é preciso ter em mente que este número apenas se refere às despesas específicas dos jogos, e não tem em conta os investimentos de infra-estruturas que as olimpíadas exigem”, assinala Taku Arai, que sublinha que o “efeito intangível no sentimento também é importante, já que o consumidor vai gastar como um provável beneficiário”.

A completar as boas notícias para  Japão, o PIB relativo ao segundo semestre do ano foi revisto em alta. O PIB real cresceu de 2,8% para 3,8% . O consumo e as despesas de capital foram mais fortes do que inicialmente se esperava e, diz o product manager, isso “dará confiança para uma recuperação consistente da economia japonesa”, apesar da incerteza provocada pela decisão do aumento da taxa de consumo, que está nas mãos do Primeiro ministro do país.

No entanto, Taku Arai, diz que a Schroders continua “positiva” em relação às acões japonesas, “devido às perspetivas de ganhos sólidos das empresas, tendo em conta a recuperação económica estável que abondona a deflação”, refere.
 

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