OICVM cresceram 11% no final do ano passado


No relatório anual, referente ao ano passado, e publicado agora pela CMVM, é possível verificar que o valor global da carteira que agrega os OICVM e os FIA atingiu mais de 11.600 milhões de euros no final do ano passado, “com o acréscimo evidenciado no primeiro semestre a ser inferior ao decréscimo ocorrido no segundo”, segundo se pode ler na publicação. O valor total foi, apesar disso, baixo, já que no final do ano de 2013 os OICVM e os FIA totalizavam mais de 12.000 milhões de euros. Essa diminuição ocorreu nos fundos alternativos, já que no final do ano “os OICVM apresentavam um crescimento homólogo do valor sob gestão de 11%”.

O aumento do valor administrado pelos OICVM foi suportado pelos fundos do mercado monetário, pelos outros fundos de investimento (onde se incluem os anteriormente denominados fundos de tesouraria, os fundos mistos e os fundos de fundos) e pelos fundos de obrigações”, segundo revela o regulador. Em termos numéricos, os fundos do mercado monetário foram os que mais cresceram, com um aumento de 285 milhões de euros em subscrições líquidas. Já os fundos de ações “assistiram a uma inversão dos fluxos de investimento no segundo semestre, resultando resgates superiores às subscrições para a totalidade do ano”, depois de no primeiro semestre do ano as subscrições terem sido maiores que os resgates.

 

Valor sob gestão por categoria

Fonte: CMVM

 

Nos restantes fundos de investimento com carteiras com ativos de maior liquidez - valores mobiliários, instrumentos do mercado monetário e depósitos bancários com prazo de vencimento inferior a um ano – “assistiu-se novamente a um aumento do valor sob gestão, suportado por 368 milhões de euros em subscrições líquidas positivas”.

Caminho contrário seguiram os FIA, já que os seus ativos sob gestão caíram 32%, ou seja, cerca de 1.600 milhões de euros. “Também os fundos flexíveis tiveram desinvestimento líquido em 2014, enquanto os fundos poupança reforma assinalaram um ligeiro crescimento”.

Liquidez cresceu 12%

Verificando a composição das carteira, “assistiu-se a um crescimento de 12% no valor da rubrica de liquidez (responsável por um em cada três euros sob administração) e a um decréscimo de 17% no valor das obrigações de dívida privada (que correspondem a um em cada quatro euros do valor sob gestão) dos OICVM e FIA”.Esta diminuição das obrigações de dívida corporativa foi mais pronunciada nos fundos alternativos e nalguns flexíveis.
 

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