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“Obrigações 2015”: uma missão impossível?


São vários os motivos que colocam as obrigações no patamar de “patinhos feios” em termos de classes de ativos para o novo ano. A baixa inflação na Zona Euro,  as baixas taxas de juro, e as políticas expansionistas da maioria dos bancos centrais, tornam pouco interessante o cenário para esta classe de ativos.

A maioria das gestoras nacionais entendem que no novo ano existe uma margem muito reduzida para a compressão dos spreads, que impedirá as obrigações de ter retornos superiores aos das ações. Muitas são as que apontam, por isso, para um binómio de risco-retorno bem mais favorável para os mercados acionistas.

Ao nível da dívida privada, por exemplo, algumas das entidades falam de um potencial baixo para o novo ano. Da Invest Gestão de Activos perspetivam que, “com os spreads de crédito a permanecerem historicamente baixos e, por conseguinte, vulneráveis a uma possível deterioração da conjuntura macroeconómica”, os ganhos não serão significativos ao nível do crédito.

Potencial americano

Ainda assim, são algumas as casas que no seu outlook fazem questão de frisar um certo potencial nas obrigações norte-americanas e nas que são denominadas em dólares. Para estas últimas, da Millennium Gestão de Activos reforçam que existe “um risco moderado”, enquanto a Dunas Capital realça quea parte mais longa da curva americana oferece valor numa base relativa, ainda que seja “previsível a subida das taxas de referência no país.

Alternativas

Sendo quase consensual que no campo das obrigações o facto das yields estarem em níveis tão baixos será impeditivo de valorizações interessantes, há que procurar alternativas. Seletividade torna-se portanto uma palavra de ordem para as casas gestoras portuguesas. Desta forma, a equipa nacional de banca privada do Credit Suisse é uma das que enuncia uma especial atenção ao risco de crédito e à taxa de juro.

Optar por investimentos alternativos torna-se então uma espécie de “oásis no deserto”. O Banco Português de Gestão indica, a título de exemplo, que “o high yield poderá ser uma boa opção para conseguir algum “pick up” de rentabilidade”, enquanto da banca privada suíça falam de uma maior exposição a hedge funds.

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