O trio de ataque em termos de património dos fundos portugueses de ações


No fim do quinto mês do ano, o mercado nacional de fundos de investimento totalizavam cerca de 12.108 milhões de euros em património, segundo os dados publicados pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios – APFIPP. De acordo com a Associação, este valor reflete uma queda de 0,4% face ao mês de abril, ou seja, de cerca de 50 milhões de euros.

Entre as várias categorias de investimento, os fundos classificados como ‘equity’ pela Morningstar, totalizavam mais de 1.234 milhões de euros em ativos sob gestão no final de maio, representando pouco mais de 10% do total. A classe de ativos que engloba maior volume sob gestão é a de obrigações, com os fundos que investem em títulos de dívida a somarem mais de 3.800 milhões de euros, seguido dos fundos multi-ativos com mais de 3.600 milhões de euros.

De acordo com a Morningstar, através da sua plataforma, existem no mercado nacional 58 produtos que investem em ‘equity’, sendo que apenas três conseguem ultrapassar a barreira dos 100 milhões de euros em ativos sob gestão. Esse trio é gerido por duas entidades nacionais, com os fundos a cobrirem diferentes geografias.

O maior fundo de ações do mercado nacional é o Caixagest Ações Líderes Globais. O fundo ascendeu à liderança há poucos meses, sobretudo devido ao impulso que foi dado com as captações líquidas, que em 2015 já ascendem a mais de 61 milhões de euros. No final de maio este fundo da Caixagest que é gerido por Rui Nunes e Tiago Guedes tinha mais de 131 milhões de euros em património. Segundo o documento oficial do produto, o seu “objetivo é o investimento em ações emitidas por empresas sedeadas nas diversas zonas geográficas, cuja capitalização bolsista e a liquidez sejam elevadas. O seu património é investido no mínimo, diretamente ou indiretamente, dois terços em ações”.

Com 111 milhões de euros surge um fundo que investe apenas no mercado nacional. Trata-se do Santander Acções Portugal gerido por Diogo Pimentel da Santander Asset Management. Numa entrevista dada à Funds People, em meados do ano passado, o gestor afirmava que existam três factores que o ajudavam a escolher uma empresa para ter em carteira: em primeiro lugar, “as perspectivas para as principais áreas de negócio e vantagens competitivas face à concorrência”, depois “os targets para a geração de free cash flow a médio prazo” e, finalmente, confirmaria “a integridade do management e o alinhamento com accionistas e minoritários”.

O outro fundo do rol dos produtos que gerem mais de 100 milhões de euros investe do outro lado do Atlântico Norte. Gerido pela Caixagest, o fundo Caixagest Acções EUA fechou o mês passado com um património que ultrapassava os 102 milhões de euros. O maior investimento do fundo, no final de maio, pertencia à maior cotada norte-americana, a Apple..

O trio de fundos que supera os 100 milhões em património

Fonte: Morningstar no final de maio

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