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“O tapering fica adiado até Março de 2014”


Apesar dos problemas políticos ainda não estarem solucionados, o acordo alcançado relativamente ao tecto da dívida é positivo para as perspetivas de mercado. Assim consideram no ING Investment Management, que reconhecem ter aumentado a exposição a ativos de rendimento mais alto. “Em obrigações retomámos a sobreponderação em high yield, enquanto estamos algo mais construtivos em divisas emergentes, revelam.

Na gestora holandesa veem sinais de maior recuperação global, menor risco político e o aumento gradual do apetite por parte dos gestores de realocar as suas posições em liquidez e obrigações 'seguras' a produtos de spreads e ações. Existe, na opinião dos especialistas do ING IM, uma melhoria nas perspetivas de mercado tanto a curto como a médio prazo. Segundo explicam, apesar da estrutura do acordo ser outro exemplo de adiar decisões em vez de solucionar problemas políticos, deixa duas mensagens crucias aos mercados financeiros.

“A primeira mensagem é a redução significativa da incerteza a curto prazo, uma vez que o risco de falta de pagamento dos ativos risk free foi eliminado. Isto permite que os participantes do mercado centrarem as suas atenções na análise dos fundamentais e das dinâmicas de fluxos subjacente aos investidores, em vez de se porem a adivinhar o futuro político”.

Em segundo lugar, como resultado dos jogos políticos que se assistiram em Washington durante as últimas semanas, parece que o mix político e os riscos que o rodeiam beneficiaram as perspetivas de mercado a médio prazo.  “Dada a persistência da incerteza sobre as políticas fiscais, agora parece claro que as políticas monetárias se manterão mais expansivas que as assumidas até à data. Acreditamos que o tapering fica adiado até março de 2014”.

As duas mensagens anteriores torna os especialistas do ING IM mais favoráveis às perspetivas de mercado. “O nosso apetite por uma alocação a ativos com mais risco como crédito high yield, real estate e ações aumentou. Sobreponderamos todas estas classes de ativos. Por outro lado, passámos a subponderar ligeiramente obrigações soberanas”, indicam.

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