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O significado de “unconstrained” no dicionário da Franklin Templeton Investments


Não há muito que enganar. Já é sabido que durante este ano as taxas de juro têm-se fixado junto de mínimos históricos na maioria dos mercados desenvolvidos devido à intervenção dos bancos centrais. Perante este contexto, as tradicionais carteiras de obrigações que foram sendo geridas tendo em conta um também tradicional benchmark estão em vias de enfrentar perspetivas de retorno muito limitadas, tanto por causa das limitações do índice de referência, como por causa do risco de duração inerente.

O aviso é deixado pela Franklin Templeton Investments, que, perante esta situação, acredita no que apelida de uma “estratégia verdadeiramente sem restrições”.  “Num contexto de taxas de juro baixas apostamos num estilo de obrigações flexíveis que se possam posicionar perante um cenário de subidas generalizadas das rentabilidades nas obrigações durante os próximos anos”, inferem da gestora.

A cartilha da gestora

“Unconstrained” (“sem restrições”, em português) é um conceito que pode mudar em função de quem implementa a estratégia de gestão. Na ótica da Franklin Templeton existem quatro caraterísticas principais que fazem toda a diferença quando se trata de um portfólio de obrigações realmente sem restrições.

Em primeiro lugar, dizem, “a estratégia não deve estar confinada a um índice”; seguidamente é importante que seja uma estratégia “capaz de investir num variado espectro de segmentos das obrigações”, ou seja, deve ser uma abordagem o mais global possível. Em terceiro lugar, na opinião dos profissionais “flexibilidade” é uma palavra chave,  a par do conceito de “oportunidade”, “permitindo ao gestor adaptar –se de forma rápida e estratégica a vários contextos e ciclos de mercado”. Finalmente, este tipo de carteira sem restrições deve obedecer a mais um requisito: “providenciar diversificação através de posições descorrelacionadas entre si, seja na curva das yields, na moeda ou no crédito”.

Ser unconstrained está no DNA

O grupo de obrigações da Franklin Templeton Investments tem a sua marca na abordagem unconstrained bem vincada, já que há duas décadas atrás foi pioneiro neste tipo de investimento. Com fundos como o Templeton Global Bond Fund ou o Templeton Global Total Return, a gestora tem vindo a apurar o conceito de investir globalmente. Atualmente, um exemplo claro desta estratégia é a duração. “Se olharmos para a duração dos índices, esta tem vindo a aumentar desde 2008. Num contexto de rentabilidades decrescentes no Templeton Global Bond temos reduzido a duração”, salientam (ver gráfico em baixo). 

Os últimos meses foram adensado as preocupações relativamente ao ambiente das taxas de juro. Num cenário que inclui o espaço temporal entre maio e setembro deste ano a maioria das moedas desvalorizaram.  Os fundos de obrigações globais da casa “têm uma importante exposição a divisas emergentes”, porque é onde encontram alguma rentabilidade. Mas da gestora avisam que estes produtos não só têm posições em moedas emergentes, como também posições negativas em Euro e em yenes, “o que compensou o comportamento das moedas emergentes” (ver gráfico em baixo). 

Num segundo cenário, muito recente, que decorreu entre 28 de agosto e 19 de setembro, e no qual se assistiu a uma brusca subida da rentabilidade das obrigações, da Franklin Templeton protegeram-se de forma a terem a menor exposição possível ao risco de subida das rentabilidades, apostando em durações curtas. “Estivemos curtos no yen face ao dólar por causa da alta correlação negativa que tem com as taxas de juro nos EUA”. 

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