O relógio de investimento da Fidelity transforma-se


Estamos perante uma economia mundial de duas velocidades na qual os EUA se encontram em muito melhor forma do que o resto. As divergências regionais materializaram-se numa fase de fortalecimento do dólar, debilidade das matérias primas e fortes correções das bolsas. O que fez a Fidelity Worldwide Investment perante este cenário? “Aproveitámos a debilidade dos mercados e o pessimismo dos investidores para reforçar as nossas posições em ações. O crescimento norte-americano continua forte e a descida de preço da gasolina será outro factor positivo para o consumo”, assegura Trevor Greetham, diretor de Alocação de ativos.

Segundo explica o especialista, as perspetivas de crescimento continuam a ser positivas, mas a recuperação começou a ser díspar e desigual. “O crescimento norte-americano mantém a sua força e o desemprego continua a cair. Fora dos EUA, a atividade da Zona Euro dá sintomas de fraqueza, a China continua a desacelerar e o Japão a sofrer os efeitos secundários da subida dos impostos”. No que diz respeito à inflação, a rota continua a ser descendente. “A debilidade do crescimento económico fora dos EUA, o excesso da capacidade e o incremento da oferta energética, continuam a fazer decrescer os preços das matérias primas”.

Neste contexto, o relógio de investimentos da Fidelity, que mudou o seu aspecto circular para uma tabela que oferece informação muito mais precisa, mostra um posicionamento favorável às ações. “Este mês voltámos a aumentar a alocação a ações para aproveitar o sentimento de pessimismo e a volatilidade de mercado num contexto de recuperação económica sustentável. Isto ao mesmo tempo que  estamos moderadamente subponderados em dívida pública por causa das expectativas de rentabilidades fracas à medida que os bancos centrais vão normalizando as suas políticas monetárias: a ausência de inflação faz com que as subidas das taxas não sejam eminentes”. Também subponderam as matérias primas por causa da combinação de crescimento mais lento na China, com a fortaleza do dólar e o excesso de capacidade. 

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