O relógio de investimento da Fidelity não se deixa seduzir pelo canto da sereia das matérias-primas


O comportamento das matérias-primas foi melhor do que o as ações desde do início do ano. Será que esta tendência é para continuar? Na Fidelity Worldwide Investment acham que não. “Esperamos que a economia dos Estados Unidos deixe para trás a sua debilidade por causa do tempo e recomece a sua recuperação no segundo trimestre, beneficiando assim dos mercados acionistas domésticos e do resto do mundo, enquanto a força das matérias-primas é natural que vá desaparecendo”.

Segundo Trevor Greetham, director da alocação de ativos da gestora, “o excesso da capacidade, a força do dólar e a desaceleração do crescimento chinês são barreiras estruturais para as matérias-primas; o ouro continua a ser a nossa maior subponderação”. É a única que a entidade mantem neste momento. Na gestora continuam a ser cautelosos sobre a dívida pública dado o aumento da redução dos estímulos por parte da FED e os baixos níveis que ainda mostram os rendimentos.

Atualmente, o Relógio do Investimento que orienta a alocação de ativos da gestora, está na sua fase de “recuperação”, que é positiva para as ações. “Mantemos a nossa longa preferência sobre ações face às obrigações. Esperamos ver sinais de força no dólar e uma subida dos rendimentos das obrigações durante os próximos meses”. Neste sentido, na entidade continuam sobreponderados em ações norte-americanas e esperam que os efeitos das reduções dos estímulos do Programa Quantitive Easing sejam compensados por uma dinâmica fiscal mais favorável.

“A nossa rota de crescimento já deixou para trás os máximos devido fundamentalmente à debilidade norte-americana, agravada pelo episódio de mau tempo. No entanto, esperamos que os dados económicos recuperem entre Abril e Junho à medida que a cadeia de suprimentos, gravemente alterada pelos acontecimentos meteorológicos, vá voltando ao normal.

As pressões inflacionistas são baixas em todo o mundo e a debilidade económica vai continuar. Na entidade consideram que os bancos centrais do G4 não terão dúvidas em aplicar mais estímulos. Na Fidelity Worldwide Investment estão preocupados com a desaceleração na China, enquanto apreciam um paralelismo com a década de 1990, quando as ações dos países desenvolvidos tiveram de enfrentar um aumento da incerteza nos mercados emergentes.

O ponto vermelho marca a posição atual do Relógio do Investimento
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