Tags: Obrigações | Ações |

O que tem que acontecer para que a J.P. Morgan AM modifique a sua visão negativa sobre os emergentes?


Mesmo tendo as bolsas dos EUA e da Europa vivido uma grande catarse neste início de ano, com perdas anuais que rondam os 10%, a visão da J.P. Morgan AM sobre ambos os mercados de ações continua a ser positiva. O mesmo não acontece nos mercados emergentes, onde a entidade mantém uma visão negativa. Na verdade, um dos principais medos da entidade é que a desaceleração do crescimento económico dos países em vias de desenvolvimento acabe por afectar o mundo desenvolvido. A questão principal é perceber qual será o impacto de um hard landing da economia chinesa sobre o PIB mundial. É curioso, já que há uns anos atrás acontecia precisamente o contrário. Ou seja, o crescimento económico global era liderado pelos emergentes e o risco era que a desaceleração do crescimento no mundo desenvolvido acabasse por afectar os emergentes.

Este é um dos motivos pelos quais a visão da J.P. Morgan AM sobre a evolução dos mercados emergentes continua a ser negativa. Mas... o que tem que acontecer para que as perspectivas  da gestora americana sobre as ações emergentes deem a volta e se tornem positivas? Segundo explica Lucía Gutiérrez-Mellado, sub-diretora de Estratégia da J.P. Morgan AM para Ibéria, são três as circunstâncias que devem confluir.

1)   A primeira é uma melhoria das expectativas de crescimento económico. A especialista considera ver uma estabilização da situação nesse sentido.

2)   A segunda é uma estabilização das divisas, que têm experimentado já uma forte desvalorização que se estendeu ao longo dos últimos anos.

3)   Recuperação dos resultados empresariais, que até agora têm decepcionado.

Empresas

Outras notícias relacionadas


Próximos eventos