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O panorama nos fundos florestais


“Fundos em que pelos 75% dos seus activos estão afectos à exploração de recursos florestais e em que a mesma está submetida a planos de gestão florestal, aprovados e executados de acordo com a regulamentação em vigor, ou seja, objecto de certificação florestal realizada por entidade legalmente acreditada (Artigo 24º do Estatuto dos Benefícios Fiscais)”. Esta é a definição dada pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios – APFIPP – aos fundos florestais, um dos seis segmentos em que a Associação divide o mercado de fundos imobiliários.

Com estas condições, a Associação encontra três fundos de investimento que tinham, no final do ano passado, um valor líquido sob gestão superior a 54,2 milhões de euros. Entre as seis categorias, esta foi a única que viu o seu valor de carteira aumentar no decorrer do ano passado: cerca de 1,6%. As restantes categorias viram o valor decair, com a menor queda a pertencer aos fundos abertos de acumulação que cai 1,75%.

Três fundos no mercado

De acordo com a Associação, são apenas três os produtos cujas entidades se encontram associadas na APFIPP que são classificados como fundos florestais. O maior é o Josiba Florestal que é gerido pela BPI Gestão de Activos e que no final do ano passado tinha um valor de carteira de 24,8 milhões de euros. De acordo com a carteira presente na CMVM, o produto detinha onze imóveis urbanizados situados em Portugal, além de dois depósitos à ordem no Banco BPI.

Sob responsabilidade da Floresta Atlântica vem o denominado “Primeiro Fundo Floresta Atlântica”. No último dia de 2015 o seu valor líquido sob gestão ascendia a 23,8 milhões de euros, com a carteira do produto a contemplar imóveis urbanizados e não urbanizados, além de alguns direitos e ainda depósitos à ordem nalgumas instituições financeiras  nacionais.

Mais longe, em termos de valor de carteira, vem o Iberian Forest Fund que é, também, gerido pela Floresta Atlântica. No final de dezembro passado o seu valor de carteira ultrapassava os 5,5 milhões de euros, e na carteira tínhamos, no final de 2015, três imóveis não urbanizados.

 

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