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“O país continua a conseguir colocar dívida, de longo prazo, sem qualquer problema, mantendo a procura constante”


Portugal voltou aos mercados na manhã desta quarta-feira, dia 9 de março, para duas emissões com prazos mais alargados: a cinco e a dez anos. Na emissão com prazo de maturidade mais curto, foram emitidos 594 milhões de euros em títulos de dívida a uma taxa de juro de 2,03%, o que compara com os 1,42% pagos na emissão anterior realizada em julho do ano passado. Já no prazo mais longo, o IGCP emitiu 621 milhões de euros com a taxa de juro a situar-se no 3,138%, um valor mais alto do que o registado na última emissão comparável, em novembro passado, com a taxa nessa altura a ser de 2,4294%.

As taxas a que o país se endividou, quer a 5, quer a 10 anos, subiram face às últimas taxas comparáveis, mas as taxas anteriores mais baixas referem-se a leilões realizados há largos meses, antes do movimento recente de subida. A subida nos juros da dívida é um movimento que  vem desde o momento da preparação do orçamento de Estado. No pico, as taxas longas subiram até aos 4,5%, depois aliviaram mas não o suficiente para voltarmos aos níveis de 1 ou 2% dos leilões anteriores. Ainda assim, as taxas de hoje saíram em linha com o que está a ser praticado no mercado. O país continua a conseguir colocar dívida, de longo prazo, sem qualquer problema, mantendo a procura constante. Foram emitidos, no total, 1.215 milhões de euros, para um intervalo previsto entre os mil e os 1250 milhões de euros. Se voltaremos  ao nível de juros entre 1 a 2% ou nos encaminharemos para mais perto dos 4,5%, é difícil antecipar. Para já, aguardamos com grande expetativa o que fará amanhã o BCE, que ditará, certamente, o futuro próximo da dívida portuguesa”, referiu Filipe Silva, diretor da Gestão de Ativos do Banco Carregosa.

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