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O mês de março pelos gestores que gerem ações nacionais


O terceiro mês do ano marca, efetivamente, o final do primeiro trimestre do ano. E o mês de março trouxe "vários sorrisos" aos investidores, sobretudo para aqueles que olham para as ações cotadas no PSI 20. No mês passado, o principal índice bolsista nacional valorizou 7,7%, tendo sido a maior subida mensal desde outubro de 2015. O final do mês trouxe outro marco, que não acontecia desde maio do ano passado ao PSI 20: fechou acima dos cinco mil pontos.

Os fundos que investem apenas no mercado nacional são cinco, com o melhor em março a ser o NB Portugal Ações. Gerido por Pedro Barata, o fundo da GNB Gestão de Ativos registou ganhos de 8,18% no mês passado, tendo sido o único produto a bater o PSI 20. De acordo com a ficha do produto, relativa ao mês de março, o gestor realça o facto do fundo ter "exposição ao BCP" (o maior investimento em carteira) e ainda não deter qualquer posição na Caixa Económica Montepio Geral, algo que acabou por ser benéfico para o produto. Relativamente ao investimento no banco liderado por Nuno Amado, as ações do BCP valorizaram 30% no mês passado. Do lado oposto, o investimento realizado na NOS e ainda "a baixa exposição à Sonae" não deixaram o fundo ter ainda uma rendibilidade superior. Em termos de perspetivas, Pedro Barata refere que a "reconfiguração do setor financeiro continua ser um tema de análise, nomeadamente a recapitalização da Caixa e o processo de venda do Novobanco". Além disso, sublinha ainda que a "economia portuguesa tem apresentado uma robustez que poucos pensariam algum tempo atrás e essa evolução deverá traduzir-se em melhoria nos resultados e consequentemente numa valorização dos títulos".

O segundo produto que mais se destacou em março, foi o Santander Acções Portugal. Gerido por Dolores Solana, o fundo registou um incremento de 7,21% no mês passado. Sob alçada da Santander Asset Management, o fundo beneficiou, tal como o da GNB Gestão de Ativos, do facto do BCP ter valorizado mais de 30% no mês passado: esta cotada ocupa a posição cimeira dos investimentos em carteira. Relativamente a alterações na carteira, a gestora realça o "aumento da exposição ao setor financeiro em prejuízo do consumo, comunicações e materiais, evidenciada pelo reforço da posição do BCP no fundo". Destaque, também para o facto da EDP Renováveis ser a sexta maior cotada em carteira, "devido à valorização sofrida após o recebimento de uma OPA por parte da EDP", justifica a gestora.

Como se comportaram os fundos de ações nacionais

O gráfico seguinte mostra os resultados dos fundos nacionais que investem na bolsa portuguesa. Os valores ficaram bastante próximos, com o PSI 20 a surgir no segundo posto da lista. Uma boa forma de ver que não houve uma grande dispersão de valores, é através do desvio-padrão da amostra, que se fixou em 0,59.

A valorização do BCP em bolsa, também ajudou os fundos que investem em cotadas nacionais. Segundo os dados da CMVM, o BCP foi a cotada preferida dos fundos nacionais no mês passado, com o investimento a superar os 16 milhões de euros.

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Fonte: Morningstar Direct no final de março; CMVM.

(Artigo com base nas factsheets de março dos produtos, que estavam disponíveis a 18 de abril)

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