O mercado de dívida emergente em moeda local: oportunidade de investimento?


A dívida emergente em moeda local tem vindo a recuperar de forma significativa desde que a Fed decidiu no passado mês de setembro não iniciar o “tapering”. “Como consideramos que o programa de redução de estímulos não acontecerá antes do segundo trimestre de 2014, esperamos que a divida emergente em moeda local apresente um bom comportamento durante os próximos meses. Esta esperada rentabilidade positiva deverá voltar a atrair fluxos para a classe de ativos no curto prazo”, explica Marcelo Assalin, gestor chefe de carteiras de dívida emergente em moeda local do ING Investment Management.

“Na nossa opinião, o mercado de dívida emergente em moeda local oferece um valor atrativo após a venda massiva e ainda mais diante de um contexto de estabilidade das taxas de juro nos Estados Unidos. Favorecemos uma posição longa táctica nesta classe de ativos. Contudo, mantemos uma visão mais prudente a médio prazo já que pensamos que o mercado de taxas de juro a nível global continuará susceptível ao inevitável  inicio do “tapering” ao longo do próximo ano”, reconhece.

A seu ver, as divisas emergentes também deverão mostrar um comportamento razoável  no curto prazo beneficiando de um enquadramento mais favorável para os ativos do mercado de obrigações e uma melhoria nos fluxos de entrada em fundos específicos de dívida emergente. “As divisas emergentes também deverão sair beneficiadas de uma melhoria esperada nas condições económicas das economias emergentes durante 2014. Quanto a nós, o principal risco está relacionado com uma mudança significativa no discurso da Fed acerca do inicio do “tapering”. Um fortalecimento importante das condições globais da liquidez poderá criar desafios significativos para os países com grandes desequilíbrios externos, como Turquia e Africa do Sul”.

O crescimento económico de China também coloca riscos para os países emergentes no geral. “A debilidade nos dados sobre atividade económica na China poderá ter um grande impacto nos preços dos produtos básicos e nas perspectivas de crescimento económico de outros importantes países emergentes. Na nossa alocação táctica das carteiras temos uma sobreponderação tanto a divisas como a duration. Relativamente a divisas, preferimos ter exposição a divisas de países com fundamentais sólidos face a países com grandes desequilíbrios externos”. Em taxas de juro locais, na gestora preferem a parte curta da curva, que já descontou um excessivo ajuste monetário, e fazem cobertura parcial na parte larga com posiciones curtas em futuros sobre taxas de juro dos Estados Unidos”.

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