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“O futuro está na Robótica”


Foi com a sala cheia que a Pictet Asset Management veio a Lisboa apresentar a mais recente ambição temática da entidade que é conhecida mundialmente pelos investimentos realizados em temas específicos: o Pictet Robotics. A Pictet AM é conhecida no mundo financeiro como a entidade que mais investe em termos temáticos, estratégia que usa há mais de 20 anos, com a gestão ativa como segredo para o sucesso.

Lançado no início do último trimestre do ano passado, o fundo investe no sector da robótica que segundo Karen Kharmandarian, Senior Investment Manager da entidade, é “um sector com enorme potencial nos próximos anos”. Dados da Boston Consulting Group para o sector a nível global apontam para um crescimento anual médio estimado de 10%, nos próximos 10 anos. Com este crescimento estamos a falar de um valor que superará os 50 mil milhões de dólares no sector no ano de 2025.

Karen Kharmandarian, senior investment manager da Pictet AM e parte da equipa responsável por esta temática, na apresentação do produto, destacou que o tema da robótica “está a tornar-se cada vez mais presente no dia-a-dia das pessoas e das empresas, já que ajuda a resolver enormes problemas e desafios”. Esses desafios, a longo prazo , derivam de algumas tendências globais que foram especificadas pelo profissional: “O desenvolvimento demográfico, o crescimento económico, a sustentabilidade e ainda o facto de a sociedade ser baseada no conhecimento e na produção”.

Todos estes desafios podem ajudar o sector a crescer, sobretudo porque a robótica está a difundir-se de forma muito rápida”, refere o especialista. “Desde há muito tempo que os robots são utilizados nas fábricas de forma a automatizar tarefas perigosas, sujas ou desinteressantes”, explica o profissional, sendo que desta forma “ se tornaram cada vez mais indispensáveis às vidas pessoais e profissionais”.

Como é o produto?

O universo de investimento do produto abrange a exposição a três segmentos globais na área da robótica: Os “automatismos industriais”, a “tecnologia de base” e ainda as “aplicações destinadas ao consumidor e aos serviços”, num total que está avaliado em mais de 1.250 mil milhões de dólares. No primeiro caso o foco é nas empresas que “criam a nova geração de robots que ajudam a automatizar os processos industriais”. Já no segundo caso o olhar atento vai para “as empresas que ajudam no dia-a-dia das pessoas e das empresas, nomeadamente ao nível da autonomia e da mobilidade”. No último caso, o destaque é dado aos “robots que ajudam no sector da saúde, em todas as suas vertentes”, assinala Karen Kharmandarian.

O fundo, neste momento, gere cerca de 400 milhões de euros, com posições na Intuitive, Alphabet, Keyence e Siemens, a ocuparem as posições de liderança. Além dos critérios de análise habituais na seleção de ativos, a alocação é também ponderada com critérios como a pureza da atividade, ou seja, a percentagem do negócio que advém, efetivamente, da robótica.  O investimento é diversificado em termos regionais, embora os títulos dos EUA representem cerca de metade do portefólio, seguidas pela Zona Euro e Japão. O universo de investimento abrange cerca de 180 cotadas, com a carteira a ser composta por ações de 40 a 60 empresas.

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