O fundo que ambiciona um retorno de dois dígitos todos os anos


Na sua recente visita a Lisboa, Steve Cordell, fund manager da Schroders e membro da equipa de Business Cycle, esteve como orador para uma sala repleta de profissionais onde falou sobre questões relacionadas com a Europa e abordou, de forma mais pormenorizada, o produto Schroder ISF European Equity Absolute Return Fund. De realçar que este fundo passou para a Schroders depois da entidade ter adquirido a Cazenove Capital Holdings em meados de 2013.

O Schroder ISF European Equity Absolute Return Fund está, como devem ser todos os produtos do género, conforme reforçado pelo gestor, “descorrelacionado face ao mercado”. Sendo um fundo que funciona, de certo modo, como paraquedas numa carteira diversificada dada a sua relação rendibilidade-risco. Repare-se que, desde do seu lançamento, em fevereiro deste ano, o produto apresenta uma retorno acima de 6% e uma volatilidade abaixo desse mesmo valor. O gestor assume a importância do binómio risco-retorno para a sua gestão e sublinha, justamente, a ideia de que “este produto é muito interessante quando se analisa a sua rendibilidade e o seu risco”.

O fundo da Schroders gerido por Cordell ambiciona “atingir uma rendibilidade de 10% por ano líquida de comissões” e para isso o especialista afirma ser necessário ter “uma carteira muito diversificada e com baixa correlação com o mercado”.

O gestor destacou, ainda, o facto do produto ser atrativo para as carteiras dos investidores, sobretudo para “cobertura de risco, garantido rendibilidades, precisamente, com um risco mais reduzido”.

Três tipos de estratégias

Segundo Steve Cordell, o fundo pode usar três tipos de estratégias de investimento: “business cycle, relative value e directional – earning revisions”.

No primeiro caso, para aproveitar o ciclo económico, pode alocar mais de metade da sua carteira em empresas  que apresentam maiores correlações com o ciclo económico. O gestor deu como exemplo o caso de estar longo em cotadas cíclicas e curto numa empresa mais defensiva.

Já no caso dos “valores relativos”, o gestor afirma que a sua percentagem de impacto pode atingir os 10% da carteira, estando longo em cotadas com maior valor e curto em empresas que se situem em sentido contrário.

Para a estratégia de resultados, o gestor define o intervalo de investimento entre 20% a 50% da carteira. Nesta perspetiva as posições longas da carteira estarão em empresas com earnings per share ajustados mais elevados enquanto as posições curtas estarão alocadas em empresas com perspetivas de lucros por ação mais baixos.

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