Os depósitos perdem no frente a frente com a gestão de ativos


Estatísticas divulgadas pelo Banco de Portugal mostram que o total de depósitos de particulares em bancos residentes totalizou 140,3 mil milhões de euros no final de julho do presente ano, refletindo uma taxa de variação anual de -1,7%, uma maior amplitude de contração do que os -1% verificados em junho. Esta variação contrasta com o crescimento de 3,3% verificado na totalidade da Zona Euro e consolida um período de vários anos de contração do ritmo de crescimento dos depósitos de particulares. A taxa de variação anual atingiu terreno negativo no início do ano.

Curiosamente, esta tendência menos positiva tem acontecido num período em que o património dos fundos de investimento mobiliário nacionais, gestão de patrimónios e fundos de pensões apresentou um crescimento, bem como o volume gerido pelos fundos de investimento imobiliário. Estes diferentes segmentos apresentam taxas de crescimento nos primeiros sete meses de 2017 na ordem dos 5,6%, 0,9%, 0,3% e 2,9%, respectivamente.

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Remuneração em queda

Esta evolução deverá ser reflexo das cada vez mais baixas taxas de remuneração praticadas nos depósitos. Estas recuaram seis pontos base nos novos depósitos até um ano acordados em julho, para os 0,22%. No caso dos depósitos de sociedades não financeiras a taxa de remuneração manteve-se igual à do mês junho, nos 0,20%.

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