“O facto do fundo ter a etiqueta conservador não é apenas um truque de mercado”


Do nome Amundi Funds Equity Europe Conservative salta obviamente à vista uma estratégia que tem exposição a ações europeias com uma abordagem conservadora. Mas “reduzir” o produto a esta definição é insuficiente. Alexandre Drabowicz, head of development & investment specialists equity strategies, da Amundi, recorda que do ponto de vista de cliente tem observado que nos últimos tempos todos portfolio managers foram “avisando” que os clientes “tinham de começar a investir em ações – porque essa era a forma de conseguir performance – em vez de colocarem dinheiro em obrigações”. Contudo, a disposição desses mesmos clientes para aceitar o risco das ações era pouco ou nenhum. “Este fundo responde à procura do cliente e proporciona-lhe uma exposição à recuperação europeia, mas com um perfil de risco muito baixo e uma resiliência maior no caso da existência de uma queda no mercado”, começa por descrever.

‘Risco mais baixo e menores quedas’. Estes são os grandes pontos de força do produto da Amundi. Nos últimos cinco anos o track record  do fundo comprova precisamente essas bandeiras. “O facto do fundo ter a etiqueta conservador não é apenas um truque de mercado. Queremos assegurar que o produto é mais resiliente em momentos de queda do mercado. Verificamos que mesmo tendo registado um máximo drawdown que chegou aos -14,2%, em 2011, caiu menos que o mercado no período compreendido entre 2011 e 2015 (máximo drawdown de -15,7% face aos -24,3% do benchmark) e entre 2013 e 2015 (máximo drawdown de -14,2% face aos -17,6% do benchmark”, indica. Outra das razões para o fundo fazer veemente jus ao seu epíteto de conservador tem a ver com o seu perfil de risco. “O fundo apresenta um perfil de risco/retorno muito atrativo, oferecendo mais retorno com menos risco”, diz, salientando que nos últimos cinco anos já bateu 90% dos seus concorrentes. A promessa do fundo, nas palavras do profissional, é assim cumprida: “Queremos ter o potencial de subida mas com menos risco”.

Investir em duas fases

O processo de investimento acontece através de dois passos. No primeiro deles “selecionam-se as empresas com fundamentais mais fortes, tendo por base a qualidade”. A qualidade, indica, reflete-se no “elevado nível de eficiência operativa, de rentabilidade e, por fim, através de empresas com um baixo nível de alavancagem”. Aponta em concreto o nome da British Sky – do sector dos média - com “retornos que não são espetaculares, mas são consistentes”, e ainda a francesa Altice, que é uma holding, e “tem tido um comportamento muito bom”, porque “ultimamente tem passado por um grande processo de expansão”.

No segundo passo do processo interpõe-se uma variável que, por assim dizer, se junta ao factor qualidade acima referido. Drabowicz indica que “este não é um portfólio que tenha como objetivo ser concentrado” e, por isso, nesta fase “entra em cena” a componente diversificação. “Queremos garantir que a carteira conta com 90 posições, mas ao mesmo tempo queremos estar diversificados. A diversificação ajuda o fundo a ser menos volátil e mais resiliente”. Neste momento o fundo está a subponderar o sector financeiro e o energético. No caso deste último “porque o cash gerado tem diminuído significativamente com o colapso das commodities, e as empresas estão alavancadas, o que leva a uma underperformance”. No caso do sector financeiro a diminuição de exposição justifica-se pela “maior volatilidade que este tipo de empresas adiciona aos portfólios, por serem extremamente correlacionadas”.

De forma a conter a volatilidade e não recorrendo a instrumentos derivados, o especialista sublinha o ‘bias’ relativamente à qualidade e à baixa volatilidade dos títulos que seleciona. Nesse sentido, tenta tirar partido do que chama de “low volatility unnormally” por meio de uma estratégia de stock picking e tendência para empresas de média capitalização. Considera que estas empresas são  “menos voláteis e fornecem tipicamente melhores retornos ajustados ao risco, numa lógica de longo prazo”. 

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