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O destaque da semana: volatilidade e divergência


A semana que hoje terminou marca o arranque do período de férias para muitos.

Depois de uma semana com muitos dados macro, os NFP nos Estados Unidos surpreenderam pela positiva com mais 288.000 postos de trabalho e uma taxa de desemprego 0.2% abaixo do esperado e do número anterior (6.1%). Isso contribuiu para a ligeira descida registada pelo EUR/USD.

A descida da volatilidade tem sido uma das facetas marcantes dos últimos dias e a época estival que atravessamos não é alheia a isso mesmo.

Outra característica do momento presente é a divergência cada vez maior entre as políticas monetárias seguidas pelos principais bancos centrais e que irá dentro em breve marcar o dia a dia das divisas do G10.

A postura da Reserva Federal dos Estados Unidos distancia-se do caminho seguido pelo BCE e a cotação do EUR/USD deverá espelhar esse contraste, sendo natural que se verifique um recuo ligeira e gradual.

A situação no Iraque adensa-se cada vez mais com a Arábia Saudita a enviar 30.000 soldados para a fronteira e os jihadistas do Estado Islâmico a assumirem o controlo dos principais campos de petróleo e de gás a leste da Síria. É uma situação a seguir com muita atenção e as implicações que daí poderão advir, terão com certeza implicações no mundo inteiro.

Em Portugal o grande destaque vai para o GES, com o avivar de um tema que, depois das situações vividas no BPP e no BPN, faz o foco das atenções recair no Banco de Portugal. Para já, a existência da "bolsa" superior a 6.000 milhões de Euros de dinheiro que nos chegou através da Troika deixa os depositantes mais ou menos descansados em relação aos seus investimentos. O economista Vitor Bento confirmou-se, este sábado, ser a próxima escolha do Banco de Portugal para a presidência do Banco Espírito Santo.

(Imagem retirado do Flickr com licença creative commons, do autor oeilpouroeil)

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