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O destaque da semana que passou


Na semana que se seguiu ao interregno Pascal destacamos os bons dados macro Europeus e o renovar das tensões na Ucrânia. 

No campo macroeconómico, numa altura em que a recuperação da zona euro parece ganhar tração, os investidores começam a focar com mais atenção os dados de inflação, que mantendo-se consistentemente em baixa ameçam a habitual moderação do BCE. Cada vez mais se prevê que possam existir medidas extraodinárias do BCE, mas a eventualidade da deflação é vista por grande parte do mercado como um ajustamento pontual e consequência das medidas de austeridade.

No mercado bolsista, a semana começou no verde, mas o aumento da tensão na Ucrânia e os receios de que a situação fique fora de controle marcou a tendência no final da semana, levando as bolsas Europeias a fechar a semana perto dos níveis a que começou.

A época de divulgação de resultados corporativos teve na semana passada destaque pela positiva para os sectores da energia, construção, seguros de saúde e indústria Química. Pela negativa, relevo para o sector automóvel que perdeu 2,5%.

O mercado cambial a seguir à Pascoa ficou marcado por pouca amplitude na variação de preços e com volume pouco significativo, com o mercado expectante quanto ao que vai acontecer este semana, com o FOMC, a publicação da inflação na Europa em abril e os NFP de maio nos Estados Unidos.

Por último, o mais importante no que a nós Portugueses diz respeito, o grande destaque vai para a angariação de 750 milhões de euros em obrigações a dez anos, a uma taxa de 3,575% ( a mais baixa desde dezembro de 2005), naquele que foi o primeiro leilão de dívida de médio e longo prazo desde a chegada da "troika".

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