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O destaque da semana que passou


Num acordo que demorou anos a selar, a China e a Rússia chegaram a um entendimento, num negócio que irá permitir á China ter acesso a petróleo e gás natural Russo. Apesar de não terem sido anunciados contornos do negócio, estima-se que irá rondar os 400 mil milhões de Dolares, entre a Gazprom e a Corporação Nacional de Petróleo Chinesa. Este acordo pode significar um importante momento de transição em termos económicos e geopolíticos, com a Rússia a começar a virar a Oriente em detrimento de uma relação que se começa a complicar com os seus parceiros Europeus como consequência da situação na Ucrânia.

O Euro perdeu terreno pela terceira semana seguida face ao Dolar, atingindo o valor mais baixo desde meados de fevereiro a 1.3630.
Dados macro inferiores ao esperado e afirmações de membros do BCE a induzir que vai avançar com medidas já na sua próxima reunião faz a moeda única Europeia ficar sob pressão face ás restantes divisas, com particular enfoque na desvalorização face ao Dolar. O relatório IFO Alemão, o tradicional barómetro do clima de negócios, saiu abaixo do anterior e abaixo do consenso dos analistas, tal como o PMI industrial e o PIB da Zona Euro, levando o mercado a pressionar ainda mais o Banco Central para a adopção de medidas de estímulo á economia no dia 5 de junho.

A Standard & Poor's sobiu o ‘rating' espanhol de BBB- para BBB, com perspectiva estável. A melhoria deve-se ás reformas efectuadas, em especial a do mercado de trabalho que irá produzir efeitos na descida do desemprego e por conseguinte com repercussões na receita fiscal ajudando a estabilizar a qualidade dos activos do sistema financeiro. O turismo como motor da criação de emprego, a liberalização dos horários do comércio a retalho, o fomentar do trabalho parcial  e uma maior agilizaçãop no processo de criação de empresas são factores apontados pela S&P como factores capazes de trazer crescimento económico á economia do país vizinho. O Tesouro Espanhol logou alcançar um feito histórico ao emitir dívida pública a 10 anos abaixo dos 3% depois de em agosto de 2012 ter obtido liquidez a 12 meses ligeiramente acima desse nível. Este nível de finaciamento a 10 anos é considerado bastante baixo e somente a inclusão por parte do BCE de um programa extraodinário de compra de dívida ( QE ao estilo da Reserva Federal ) é que poderá permitir taxas mais baixas.
Bons resultados das contas públicas e menos riscos de liquidez na Grécia levaram a Fitch a subir a notação da dívida pública grega, de B- a B com perspectiva estável.

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