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“O ciclo económico não está morto”: o aviso de Giordano Lombardo


“Enquanto há jogos para jogar, o fim ainda não chegou”. É esta frase futebolística, dita pelo treinador Alex Ferguson, que acompanha a última carta de Giordano Lombardo, da Pioneer Investments. Parece descontextualizada? Mas não é.

O Group Chief Investment Officer da entidade começa por lembrar no documento que “a grande surpresa no ano de 2014 para os investidores a nível global, foi a performance das obrigações estatais core, começando pelas Treasuries a 10 anos, cujo retorno foi superior a 5%”. Uma surpresa que não se adivinhava tendo em conta que no início do ano muitos dos investidores estavam otimistas no que diz respeito aos ativos de maior risco e, por isso, virtualmente ninguém esperava que as yields dos títulos do tesouro norte-americanos  a 10 anos pudessem alcançar valores semelhantes aos do pico da crise.

“Nós avisámos”

Numa perspetiva de “nós tínhamos avisado”, Giordano Lombardo lembra que no seu outlook para o ano, já falavam da necessidade de uma abordagem de investimento mais diversificada e balanceada, tendo em conta as valorizações pouco convincentes de alguns ativos de risco.

Na entidade, convencidos de que é muito difícil fazerem previsões macroeconómicas de curto prazo, especialmente nos tempos pós-crise, entendem que sendo investidores de longo prazo, em vez de se focarem no curto prazo, estão mais interessados em saber precisamente informações acerca do contexto macroeconómico de longo prazo no qual vão investir nos próximos 3 a 5 anos.

Mercado de trabalho norte-americano recupera

“Olhando para os indicadores de curto prazo, na nossa opinião a situação é muito clara. Nos EUA, a fase de desalavancagem que o sector privado vive está no seu ponto de maturidade. Na opinião do CIO da Pioneer, ainda que a recuperação do mercado de trabalho seja muito baixa, “se olharmos para a transformação do mercado de trabalho, vemos que está muito melhor do que em níveis pré-crise”.

Por estas e outras razões, Giordano Lombardo, acredita que “o próximo passo na política monetária norte-americana será o de definição da normalização das taxas de juro”. O profissional entende também que as yields de títulos do tesouro, vão, direccionalmente, liderar.

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