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O caminho no processo de gestão


Rácio Sharpe, Information Ratio e Sortino Ratio foram os indicadores escolhidos para perguntar aos gestores de diversas equipas qual o rácio mais seguido e a sua importância (link primeiro texto). José Manuel Badalo, gestor do BPI Euro Grandes Capitalizações e BPI Europa, escolhe o Information Ratio como o indicador a seguir. Sobre outros indicadores o gestor salienta que “tanto no processo de construção das carteiras como acompanhamento posterior das mesmas, são consideradas outras variáveis que não as atrás referidas”. Deste modo o gestor destaca a “utilização de modelos de factores de forma a aferir o risco ex-ante dos portfólios. Estes modelos são utilizados no momento da construção dos portfólios, nomeadamente na alocação de capital a cada título, sendo posteriormente utilizados na monitorização e controle dos activos em carteira”.

Tal como José Manuel Badalo, também a equipa do Santander Acções Europa prefere o Information Ratio de entre os rácios escolhidos. No que toca a outros indicadores, a equipa prefere o beta da carteira, os factores de estilo e ainda outros factores como a exposição a moedas, países ou sectores. A equipa afirma que no “processo de construção de carteiras analisamos os diferentes factores que caracterizam o fundo, comparamo-los com o benchmark e analisamos como variam os factores em função de diferentes cenários e a movimentos da carteira”. A escolha do beta da carteira é justificada porque “ao calcular o beta, estamos a antecipar a sensibilidade do fundo a movimentos do mercado”. No factores de estilo a equipa de gestão refere o “momentum, valor, alavancagem, crescimento, dimensão das empresas, volatilidade, entre outros. A análise destes indicadores ajuda-nos a entender a tendência da carteira em relação ao benchmark, e antecipar o comportamento do fundo face a diferentes contextos de mercado”.

Também Fernando Nascimento da CA Gest utiliza o Beta e acrescenta o Alpha e o Tracking Error. A utilização destes indicadores acontece porque a “CA Gest monitoriza permanentemente um conjunto de indicadores de rendibilidade e risco dos seus Fundos que permitem relacionar a sua performance com o respectivo benchmark.

Já a equipa do Montepio prefere utilizar o M2 (Modigliani Modigliani) e o Alpha de Jenson. “Usamos estes dois indicadores, uma vez que o Alpha de Jenson permite-nos perceber se estamos a superar ou não o retorno expectável dado por um modelo de mercado (no nosso caso usamos principalmente o CAPM como referência), o que acaba por ser uma informação teórica que serve para complementar o Information Ratio. O M2 dá-nos informação semelhante ao Sharpe Ratio mas apresentada de uma forma diferente, enquanto o Sharpe é apresentado como o excesso de retorno em relação à taxa sem risco por cada unidade de risco, no M2, os retornos são corrigidos de forma a espelharem o mesmo risco o que nos dá a noção de quanto é a diferença de rendibilidade para um mesmo risco de cada um dos nossos fundos para o mercado”.

Diogo Teixeira, administrador da Optimize Investment Partners prefere um gestão com maior liberdade no que toca aos indicadores. “Estes indicadores são medidos “ex-post”, ou seja traduzem o resultado de uma política de gestão passada. Assim só servirão enquanto “proxis para o futuro” se considerarmos uma politica de investimento muito calibrada e uma total estabilidade dos critérios de gestão. A gestão na Optimize é feita em total liberdade em relação aos benchmarks. A partir da nossa analise do mercado e da situação económica, partimos de uma folha branca para definir as nossas apostas sectoriais, geográficas e de empresas. Estes indicadores podem nos servir para medir o sucesso dessas apostas, e ver se ao nos afastar-mos dos benchmarks, conseguimos ir buscar performance”, conclui o CEO.

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