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O alfa dos PPA nacionais


A figura do Plano de Poupança em Ações (PPA) distingue-se dos demais organismos de investimento coletivo pelas suas características muito particulares. Apesar de representar um veículo de investimento em ações nacionais, cada titular está limitado à subscrição de apenas um PPA e a fiscalidade fica menos pesada quanto maior for o prazo de investimento (no mínimo de seis anos). Isto representa para quem subscreve um PPA um compromisso de investimento de longo prazo.

Neste sentido, importa perceber quais têm sido os PPA que mais têm recompensado este compromisso do investidor. Para isso, olhamos para os dados divulgados pela Associação Portuguesa de Fundos de investimento, Pensões e Patrimónios, com referência a 1 de setembro de 2017 e para um horizonte de cinco anos. Neste período, em que o principal índice de ações nacional apresentou um retorno total anualizado inferior a 3%, os 4 fundos PPA nacionais proporcionaram retornos anualizados superiores a 8%, refletindo o talento de seleção de ativos das entidades gestoras nacionais.

Retorno total do PSI-20 entre setembro de 2012 e setembro de 2017

PSI

Fonte: Marketwatch

Alfa nacional

Dos quatro fundos disponíveis, é o Santander PPA, sob a alçada da Santander Asset Management, que apresenta o melhor retorno anualizado no período em análise - de 9,76% - superando largamente o índice de referência. No mais recente relatório semestral, referente ao primeiro semestre de 2017, a entidade gestora destacava como a receita de sucesso “a sua estratégia de investimento na seleção específica de empresas que lhe permitem obter retornos atrativos”, tendo por base critérios de seleção diversos tais como avaliações atrativas e empresas em processo de reestruturação ou fusões e aquisições.

Relativamente às forças que deverão dirigir o comportamento do fundo na  segunda metade do ano, assinalam no relatório “o bom momento macroeconómico e a recuperação sustentável tanto da receita como dos lucros empresariais”, mas também “a fase avançada do ciclo económico dos Estados Unidos e um potencial agravamento das condições financeiras mundiais”, como os principais riscos a ter em consideração. A maior posição destacada do fundo é ocupada por ações do maior banco privado português, o BCP.

Com a segunda maior rentabilidade deste conjunto de produtos (9,06%), o NB PPA da GNB Fundos de Pensões apresenta uma carteira diversificada de ações nacionais, onde se inclui o ETF sobre o PSI-20, Comstage ETF PSI 20. A maior posição percentual, à semelhança do fundo anterior, dá-se no BCP, com 9,10%, segundo a alocação do final do mês de agosto.

Já o Caixagest PPA, da Caixagest, com uma rentabilidade anualizada a 5 anos de 8,77%, evidencia uma maior convicção no potencial da Sonae e da Navigator Company, as duas maiores posições individuais patentes na carteira de julho disponível na Morningstar. No entanto, são os futuros do PSI-20 que se apresentam como a maior posição do fundo.

Por fim, aparece o PPA Ações Futuro, da entidade de gestão de fundos de pensões do Grupo Montepio, Futuro. Apesar de se propor na política de investimento a manter uma alocação próxima do índice PSI 20, o retorno da estratégia nos últimos cinco anos atingiu os 8,45%, bem acima do retorno total proporcionado pelo índice. As principais posições em carteira são ocupadas pela The Navigator Company, Jerónimo Martins e Galp e neste caso não existe qualquer exposição a futuros ou ETFs sobre o índice.

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