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“O acesso a fundos estruturais europeus pode ser determinante para o desenvolvimento das empresas”


O relatório mensal da Transaction Track Record (TTR) referente a julho evidencia que o sétimo mês do ano foi histórico ao nível do número de fusões e aquisições realizadas em Portugal. Em entrevista ao serviço que reúne informações sobre o mercado Ibérico e latino-americano, Gustavo Ordonhas de Oliveira, Partner na SRS Advogados, falou precisamente do momento que o nosso país vive na área de fusões e aquisições.

Precisamente a dinâmica e as melhorias levadas a cabo neste âmbito durante os últimos meses são comprovadas pela Sociedade de Advogados. “Temo-nos apercebido de uma clara tendência de recuperação na atividade de M&A desde 2013”, diz Gustavo Ordonhas de Oliveira, que acredita que este crescimento se irá manter até ao final do ano, prolongando-se ainda até ao termino de 2015. Um impulso neste sentido, para o Partner, foi “a saída do programa de assistência financeira e a ausência da necessidade de um financiamento provisional”.

O valor das empresas

Igualmente, as transações cross-border têm vindo a ganhar maior impulso muito por via da participação de investidores europeus. Na opinião do Sócio da SRS, ainda que existisse “alguma incerteza em relação à conjuntura nacional e à posição que Portugal passaria a ocupar no final do período de intervenção da Troika”, “as empresas portuguesas nunca deixaram de ser consideradas boas empresas”.

Analisando o último ano, o advogado entende que é clara a maior procura dos investidores por Portugal, especialmente em alguns sectores. “Existe um grande interesse em empresas das áreas de serviços e produtos tecnológicos e informáticos”, admite Ordonhas de Oliveira. Para além disso, “temos assistido também a inúmeras demonstrações de interesse por alguns dos ativos não financeiros detidos por vários grupos nacionais”, refere o advogado, que sublinha o interesse em empresas que estão ligadas a ativos imobiliários comerciais e industriais, “especialmente por parte de fundos especializados americanos e europeus”.

Venture capital: soma e segue

A própria SRS advogados tem vindo a comprovar o crescente volume de investimentos levados a cabo por fundos de venture capital em Portugal. “Temos participado em inúmeros processos de investimento de venture capital, havendo uma especial incidência nos sectores de biotecnologia, saúde e farmacêutica e tecnologia de informação”, relata na mesma entrevista.

Como factores positivos que têm contribuído para aumentar os investimentos na área de private equity em Portugal, o sócio da SRS lembra o contributo dado pela recente modificação fiscal levada a cabo com a reforma do IRC. “Foi um factor positivo, sobretudo na medida em que pode contribuir para reforçar a competitividade das empresas portuguesas perante concorrentes internacionais”, assinalou à TTR.  Outro incentivo encorajador, na perspetiva do profissional, é “o acesso a novos fundos estruturais europeus, em determinados sectores de atividade”, porque “podem ser um factor importante para potenciar o crescimento e o desenvolvimento das empresas”.

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