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Nove ideias de Asoka Wöhrmann para enfrentar o atual contexto de mercado


“Precisamente desde o começo do ano, a volatilidade do mercado tem aumentado e isto, forçosamente, irá moldar os mercados de capitais em 2015”, acredita Asoka Wöhrmann. O diretor de investimentos do Deutsche AWM avisa que, para 2015, “teremos simplesmente que aprender a lidar com a volatilidade”. “Estratégias quantitativas que têm por base algoritmos podem, num momento de menor atenção, ser ‘apanhadas’ desprevenidas neste novo contexto. Este ano os gestores ativos podem provar o que valem em relação aos computadores, utilizando estratégias activas, como os fundos multiactivos”, acrescenta.

Em termos gerais, o cenário no qual a gestora alemã está a trabalhar é positivo. Wörhmann enfatiza que alguns dados económicos como a inflação necessitam de ser revistos regularmente, mas, ainda assim, mostra-se convencido de que “uma turbulência mais prolongada que será refletida pelo aumento da volatilidade no mercado, será melhor enfrentada através de valores de alta qualidade e alto dividendo”, um investimento que poderá ser complementado por investimentos em obrigações que não sejam dos mercados do núcleo da Europa.

Wörhmann apresenta em detalhe a recente visão do Deutsche AWM com as suas nove apostas de investimento, a maioria relacionada com factores macro. A primeira é de extrema atualidade: estima que a Grécia continuará no caminho das reformas e irá manter-se no euro. As três seguintes têm a ver com a evolução do petróleo. Por um lado prevê que os preços do ouro negro “vão passar por uma lenta recuperação depois das recentes quedas”; por outro, afirma que a queda do preço do barril “estimulará o crescimento das economias industrializadas”. Finalmente indica que “o baixo preço da energia terá como consequência taxas de inflação baixas ou negativas”.

O diretor de investimentos explica que o mercado do petróleo partilha uma peculiaridade com o mercado de divisas: “Inclusivamente foram proferidas algumas acusações sem sentido e até com alguma malícia sobre certos players do mercado, especificamente a OPEP e o BNS, relativamente a deixarem a evolução dos preços ao sabor do mercado, novamente". “Parece que as pessoas aprenderam a viver surpreendentemente bem com um mercado controlado. A livre evolução das forças de mercado ainda parece algo ameaçador para alguns. Pelo contrário, nós vemo-lo como a base de uma alocação eficiente do capital”, conclui Wörhmann.

Outras das quatro apostas referem-se ao comportamento dos bancos centrais. Por um lado Wörhmann prevê um aumento moderado das taxas de juro nos Estados Unidos, no terceiro trimestre: “A mudança nas taxas de juro nos Estados Unidos é eminente, no terceiro trimestre de 2015, ou, quem sabe mais tarde. Um subida das taxas vai ser necessária, por causa da recuperação do mercado de trabalho norte-americano e da estabilização do seu mercado imobiliário. Mas claramente os bancos centrais ganharam alguma margem de manobra.

Por outro lado afirma que o QE levado a cabo pelo BCE contribuirá principalmente para debilitar ainda mais o euro. Como consequência, afirma que as ações beneficiarão da contínua política monetária ultra-expansiva, enquanto que o aumento moderado da rentabilidade irá debilitar as obrigações governamentais.

Com estas apostas em cima da mesa, a alocação de ativos para a carteira modelo equilibrada para os clientes do Deutsche AWM na Europa, Médio Oriente e África (EMEA) é a seguinte: 46% a obrigações, 43% a ações, 10% em alternativos e 1% em matérias primas.

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