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Novas regras a partir de 2014


A partir da próxima revisão anual do PSI-20, em março de 2014, a praça lisboeta vai sofrer algumas alterações, segundo o comunicado enviado pela NYSE Euronext. As novas regras alteram a metodologia da seleção das empresas que compõem o principal índice nacional, esperando que “estas modificações aumentem a eficiência e atratividade deste ‘benchmark’, em benefício dos utilizadores e das empresas cotadas na Bolsa Portuguesa”, como se pode ler no comunicado emitido pela NYSE Euronext.

Adaptar o índice PSI-20 à “evolução da estrutura dos mercados e aos desenvolvimentos particulares do mercado português, melhorando a sua atratividade enquanto instrumento de negociação” é o principal objetivo das modificações que vão aplicadas a partir do próximo ano.

Mudança na escolha das empresas

Vai haver uma alteração no principal “critério de seleção das empresas constituintes do índice para a capitalização bolsista efetivamente dispersa (free float market capitalization), para aumentar a estabilidade do índice e lidar com a fragmentação das transações”.

Vão ser introduzidas, também, outras alterações para se aperfeiçoar a eficiência do PSI-20, limitando, assim, a “discricionariedade das decisões de revisão”. Deste modo, o índice de referencia nacional será mais equilibrado, já que se vai reduzir o peso máximo que cada empresa poderá atingir.

Atualmente, as empresas são escolhidas com base no valor negociado na praça lisboeta para a capitalização bolsista efetivamente dispersa. A partir do próximo ano, se a empresa quiser entrar no PSI-20 terá de cumprir dois requisitos:

- O valor free float market capitalization terá de superar os 100 milhões de euros

- A dispersão de capital terá de ser no mínimo de 15%

O PSI-20 poderá passar a PSI-18

Devido aos novos critérios, pode ser possível que não existam 20 empresas que cumpram os requisitos mínimos para integrar o índice. Ainda assim, pode ser necessários incluir algumas empresas que não cumpram os critérios mínimos. Caso existam muitas empresas que não atinjam o objetivo mínimo, o índice de referência nacional nunca irá ter menos de 18 empresas, sendo que a base será sempre as 20.

Também há mudanças na liquidez

No que diz respeito à liquidez, também vão existir algumas mudanças. A partir de março do próximo ano, o limite mínimo de liquidez passa dos atuais 10% de velocity para 25% de free float velocity. O free float velocity consiste no quociente do número de ações negociado pelo número de ações efetivamente dispersas (free float shares).

Já o peso máximo que cada constituinte pode ter na revisão anual do índice é reduzido de 15% para 12%.

Impactos na gestão de fundos

José Valente, da ESAF, considera que "existem vantagens e desvantagens, embora não tenha repercussões significativas na gestão dos fundos, pois o nosso objetivo é o de maximizar o retorno minimizando o risco para os nossos subscritores que investem no ES Portugal Acções e ES Plano Poupança Acções de acordo com métodos de avaliação fundamentais e técnicos, que resultam numa determinada seleção de empresas".

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